
Nos dias 24 e 25 de outubro, Sindeletro e Enel se reuniram presencialmente para debater diversos assuntos de interesse da categoria e que resultou em importantes encaminhamentos. Participaram do encontro com a diretoria do sindicato os gestores da empresa Anderson Tostes (Pessoas e Organização) e Fernando de Oliveira (Relações Intersindicais). O Sindeletro encaminhou ofício nesta quinta-feira (09/11) cobrando o posicionamento da empresa em relação às demandas tratadas no encontro. Confira a seguir as principais pautas discutidas.
Sexta-feira curta – A empresa afirmou que a short friday será mantida em 2024. As novas diretrizes estão sendo elaboradas e deverão ser finalizadas no próximo mês de dezembro, com possibilidade de aumentar a abrangência do projeto para outros setores e localidades da Enel no Ceará.
Mais contratações – A Enel Ceará pretende internalizar mais 500 eletricistas, a partir de 2024, para atuar no interior do estado (segunda etapa do projeto de internalização que já contemplou Fortaleza e Região Metropolitana em 2022). O Sindeletro reivindicou participação ativa no processo de contratação dos trabalhadores, destacando a importância de melhorar as condições do acordo que deverá reger os novos contratos, e solicitou ainda a inclusão das bases de Canindé, Quixadá, Nova Russas e Crateús entre as localidades de implementação do projeto.
Fundo Patronal Não Comprometido da Faelce – A empresa, apesar de entender que pode fazer uso dessa reserva financeira, se comprometeu a suspender temporariamente essa solicitação junto à diretoria da fundação para analisar com mais profundidade e evitar a judicialização da pauta. O Sindeletro seguirá atento para proteger esse fundo de reserva que é uma importante garantia para os participantes e assistidos do Plano CD. Leia mais sobre esse tema aqui.
Sobreaviso – O Sindeletro alertou sobre a necessidade de adotar medidas urgentes em relação às alterações na sistemática e nos horários de sobreaviso em algumas localidades (Sul, Centro-Sul e Leste), que têm gerado transtornos aos trabalhadores (como sobrecarga de trabalho e aumento nos níveis de acidentes). Também foram cobradas medidas para que os pagamentos de hospedagem sejam devidamente realizados.
Acender – O Sindeletro cobrou da empresa sua responsabilização para tomar providências urgentes em relação às irregularidades trabalhistas cometidas pela Acender. No ofício enviado nesta semana, o sindicato ainda comunicou que a terceirizada atrasou o salário dos trabalhadores pela terceira vez somente neste semestre. A insatisfação da categoria é crescente e é urgente a intervenção da Enel para solucionar a situação de modo definitivo.
Convenção Coletiva de Trabalho – Já são quase dois anos de negociação e a CCT dos terceirizados segue no impasse gerado pelas empresas terceirizadas, que não concordam com a manutenção das homologações das rescisões pelo Sindeletro. O sindicato cobrou medidas da Enel junto ao sindicato patronal (Sindienergia) para que a convenção seja assinada o mais breve possível.