
Nesta segunda-feira (20/11), trabalhadores da Acender Engenharia, terceirizada da Enel CE, realizaram um grande dia de luta para denunciar as irregularidades praticadas pela empresa na Região Centro Norte do Ceará. O protesto aconteceu em frente à sede administrativa da Enel em Fortaleza.
Salários atrasados, não pagamento de FGTS, férias e horas extras, além de fornecimento de fardamentos usados. Esses são alguns dos problemas enfrentados pela categoria há cerca de dois anos, em um flagrante desrespeito às leis trabalhistas. Mesmo assim, Acender e Enel estão inertes diante do absurdo, sem tomar qualquer atitude resolutiva.
Reunião com Enel – Durante o movimento dos trabalhadores, a gerência da Enel Ceará recebeu uma comitiva de três diretores do Sindeletro. Participaram o presidente Plínio Monteiro e os diretores Fernando Avelino e Antônia Batista. O sindicato reforçou todas as dificuldades enfrentadas pelos trabalhadores da Acender, expondo as ilegalidades e desmandos cometidos pela empresa.
Os representantes da Enel concordaram que a situação está insustentável, estão elaborando ações para resolver a situação, afirmaram que estão em contato com Acender e assumiram o compromisso de, até a próxima sexta-feira ( 24/11), regularizar os salários de outubro e o adiantamento da primeira parcela do 13º salário.
O Sindeletro alertou que, diante de todo histórico da Acender, é preciso que a Enel tome medidas para que a situação não se repita nos próximos meses. Ficou agendada outra reunião na próxima semana para já tratar sobre o pagamento dos salários de novembro e da segunda parcela do 13º, que devem ser pagos em dezembro. As demais questões (férias, FGTS e horas extras) também foram tratadas e seguirão sendo cobradas das empresas.
O Sindeletro ressalta que a Enel também é responsável pela situação, já que é a tomadora do serviço, e precisa garantir a imediata regularização dos direitos dos trabalhadores. A categoria seguirá mobilizada e não se calará até que todos os direitos sejam devidamente respeitados.