Em Fortaleza, 100 mil pessoas vão às ruas contra os cortes na educação

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Cerca de 100 mil pessoas ocuparam as ruas de Fortaleza, nesta quarta-feira (15/5), Dia Nacional de Greve da Educação, para protestar contra o corte de verbas para o setor anunciado pelo ministro da educação Abraham Weintraub.

O ato reuniu professores, estudantes e trabalhadores de categorias variadas. Os manifestantes saíram em marcha da Praça da Bandeira e seguiram pelas ruas do Centro em direção ao cruzamento da Avenida da Universidade com a Avenida 13 de Maio, em frente à reitoria da Universidade Federal do Ceará (UFC), no Benfica. O Sindeletro e demais entidades sindicais participaram do movimento, construindo resistência aos ataques do governo.

Segundo a CUT, a paralisação nacional dos trabalhadores em educação também ocorreu em mais de 30 municípios de todas as regiões do Estado. Foram realizados atos, aulas e audiências públicas em praças, câmaras municipais, escolas, teatros e sede de sindicatos.

O congelamento de recursos do Ministério da Educação e Cultura (MEC) compromete R$ 2,1 bilhões nas universidades e R$ 860,4 milhões dos Institutos Federais. Mesmo a educação básica, apontada como prioridade por Jair Bolsonaro durante a campanha eleitoral, sofreu um corte de R$ 914 milhões.

No Ceará, as universidades Federal do Ceará (UFC), Federal do Cariri (UFCA), da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab) e o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE), tiveram corte de R$ 46,5 milhões, R$ 18,8 milhões, R$ 11,5 milhões e R$ 32 milhões, respectivamente. Um duro golpe no orçamento destas instituições.

Com informações da CUT Ceará