CPFL Renováveis mantém postura inflexível na segunda rodada de negociação

ACT Enel: categoria aprova pauta de reivindicações. Confira!
22 de setembro de 2026

A segunda rodada de negociação do Acordo Coletivo de Trabalho com a CPFL Renováveis aconteceu nesta quarta-feira (23/09), com a participação dos sindicatos representantes dos trabalhadores do Ceará, São Paulo, Campinas, Rio Grande do Sul e Rio Grande do Norte.

A empresa ainda não apresentou valores para os reajustes salariais e de benefícios, se limitando apenas a informar quais cláusulas pretende manter sem alterações, quais reivindicações não serão atendidas e quais propostas ainda permanecem em avaliação.

Entre os pontos já recusados pela empresa estão reivindicações como day off, home office, isonomia remuneratória de gênero, criação de comissão paritária de saúde e segurança, ajuda de custo, incentivo à aposentadoria, equiparação das condições entre trabalhadores da CPFL Distribuidora e da CPFL Renováveis, estabilidade pré-aposentadoria, equiparação de pisos salariais, pagamento por dupla função, anuênio e bolsa de estudos, entre outras.

Os sindicatos deixaram claro que não concordam com a posição da empresa em relação às cláusulas negadas e seguem defendendo as reivindicações apresentadas pela categoria.

Mais uma vez, a empresa também apresentou a intenção de implantar a coparticipação dos trabalhadores no plano de saúde. A proposta foi rejeitada de forma unânime pelos sindicatos, que reforçaram a posição contrária a qualquer alteração que represente aumento de custos ou redução de direitos para a categoria.

A postura adotada nesta segunda rodada reforça uma realidade que vem sendo enfrentada pelos trabalhadores nos últimos anos. As negociações com a CPFL Renováveis têm sido marcadas pela resistência da empresa em incorporar novos benefícios e promover avanços no Acordo Coletivo. Ao contrário, sucessivamente são apresentadas propostas que podem representar rebaixamento de direitos, como ocorre novamente com a tentativa de mudança no plano de saúde.

Mesmo diante das justificativas apresentadas pelas entidades sindicais e das demandas manifestadas há anos pela categoria, a empresa permanece fechada a avanços importantes nas condições de trabalho, salários e benefícios.

Um dos principais problemas enfrentados pelos trabalhadores é o achatamento salarial. Há anos, a CPFL Renováveis não aplica ganhos reais aos salários, situação que provoca perdas no poder de compra e amplia a insatisfação da categoria.

Os sindicatos seguem unidos na negociação e reforçam que continuarão atuando de forma conjunta na defesa dos trabalhadores, buscando avanços no acordo e a preservação dos direitos já conquistados.

As próximas rodadas de negociação estão marcadas para os dias 6 e 20 de outubro. A expectativa das entidades sindicais é que, nos próximos encontros, a CPFL Renováveis apresente uma proposta efetiva e aceitável, capaz de responder às reivindicações e às necessidades dos trabalhadores.