

O anúncio do Ministério de Minas e Energia (MME) de privatização da Eletrobras, maior empresa estatal de geração e transmissão de energia elétrica da America Latina, feito na última segunda-feira, 21 de agosto, escancara os planos do governo golpista de Michel Temer de entregar o setor elétrico brasileiro nas mãos do mercado. As entidades sindicais representativas do setor não vão aceitar que esse plano seja levado à frente. O momento é de intensificação da luta que já havia sendo travada pelos trabalhadores das subsidiárias da Eletrobras, inclusive, a Companhia Hidro Elétrica do São Franciscop (Chesf), que já viviam sob o fantasma da privatização.
O presidente do Sindicato dos Eletricitários do Ceará (Sindeletro, Cesário Macedo, defende que o setor elétrico que é estratégico para o desenvolvimento do Brasil e entregá-lo para a iniciativa privada é um golpe contra a soberania nacional e contra os brasileiros que pagaram com seus impostos pela construção do patrimônio da empresa. Segundo Macedo, a privatização da Companhia Energética do Ceará (Coelce), em 1998, é um exemplo de como a privatização de empresas públicas tem um impacto negativo na vida da população. “Após a privatização das distribuidoras de energia como a Coelce, houve aumento de tarifa de energia elétrica, piora na qualidade do serviço, perdas para os seus trabalhadores, aumento da terceirização e do número de acidentes de trabalho. Agora, a privatização da Eletrobras e de suas subsidiárias, entre elas a Chesf, trará prejuízos não só para o Ceará, mas para todo o Brasil”.
O anúncio do MME de propor a privatização e a desnacionalização da Eletrobras causou reações de repúdio por todo o país. As entidades representantes dos trabalhadores da empresa e de suas subsidiárias estão realizando atos de protestos e exigindo que o governo, ao invés de entregar o setor elétrico brasileiro para a iniciativa privada, encontre meios de fortalecê-lo. No dia 31 de agosto, será realizada a primeira audiência pública na Câmara dos Deputados Federal sobre o tema “A reformulação do setor elétrico e suas consequências”. No dia 12 de setembro, serão lançadas a Rede Parlamentar em Defesa da Soberania Nacional e das Empresas Estatais e a campanha contra a privatização do Sistema Eletrobras. Em Fortaleza, o Sindeletro vai realizar em outubro um seminário para debater o setor elétrico nacional e os riscos de privatização para a sociedade e para o Estado brasileiro. Mais informações sobre o evento ainda serão divulgadas.
Saiba mais
Leia os últimos boletins do Coletivo Nacional dos Eletricitários sobre a privatização da Eletrobras e da Federação Nacional dos Urbanitários.
Boletim_CNE_22_08_20171_1.pdf
BOLETIM_FNU_CNU_22_08_2017.pdf
23.08.2017_Privatizacao_da_Eletrobras.pdf