A Eneva recusou a contraproposta apresentada pelo Sindeletro sobre a alteração no Acordo de PLR 2025 e fechou qualquer possibilidade de negociar o tema e solicitando que a proposta de aditivo seja levada para votação em assembleia da categoria.
Entenda aqui a contraproposta do Sindeletro.
O Sindeletro reforça que os trabalhadores não podem ser penalizados por um fator externo, que não depende do seu desempenho. Mesmo diante da negativa da empresa, o sindicato entende que é fundamental dialogar diretamente com a categoria antes de qualquer deliberação.
Por isso, solicitamos à empresa um horário na próxima sexta-feira para conversar com os trabalhadores e explicar a situação de forma clara, tirando dúvidas e ouvindo a base. Ainda aguardamos a resposta da Eneva sobre essa solicitação.
O que está em discussão?
A empresa propôs uma mudança no Acordo de PLR 2025 relacionada a uma meta corporativa ligada à recontratação das térmicas, que depende de um leilão do Governo Federal. Como esse leilão foi adiado para março de 2026, a Eneva quer alterar o prazo de medição da meta e condicionar o pagamento da segunda parcela da PLR ao resultado futuro desse leilão.
O Sindeletro se posicionou contra essa mudança porque ela transfere para os trabalhadores o risco de um evento incerto e fora do controle de todos. A PLR deve ser baseada em critérios claros, objetivos e mensuráveis dentro do período do acordo.
Qual foi a contraproposta do Sindeletro?
Buscando uma solução justa e equilibrada, o sindicato apresentou duas alternativas à empresa:
1. Retirada desse indicador das metas corporativas da PLR;
ou
2. Criação de um gatilho de contingência, garantindo proteção aos trabalhadores. Por exemplo: caso o leilão não ocorra até a data prevista, a meta seria considerada 100% atingida, ou seu peso seria redistribuído entre as demais metas.
Nenhuma dessas propostas foi aceita pela empresa
O Sindeletro seguirá defendendo que a categoria não seja prejudicada e manterá todos informados sobre os próximos passos.