Segunda-feira, dia 31 de março, é dia de dizer NÃO para a Enel. Trabalhadores realizarão assembleia virtual para votar a proposta de acordo apresentada pela empresa. Uma proposta que desrespeita a categoria e ignora a insatisfação alarmante dos trabalhadores. Abono reduzido, vale alimentação baixo, salários sem ganho real, piso desvalorizado e nada de melhoria no plano de saúde. Isso é inaceitável para uma empresa que registra, ano após ano, lucros milionários e explora (e adoece) seus trabalhadores com metas abusivas.
Inscreva-se aqui para participar da assembleia e votar NÃO. A participação de todos é de extrema importância!
A assembleia será realizada pelo aplicativo Zoom às 18h30 (primeira convocação) e às 19h (segunda convocação). Lembre-se de usar seu e-mail e telefone pessoais no cadastro (não use os contatos corporativos). Feita a inscrição, o Zoom enviará por e-mail a confirmação e o link de acesso à sala de reunião. Este link é pessoal e não pode ser compartilhado.
Sobre a proposta da Enel
A empresa lucrou R$ 465 milhões somente em 2024 e sequer manteve o acordo anterior, pois quer reduzir o valor do abono, além de pagar valores diferenciados e com proporcionalidade. É essa a proposta que Enel considera justa para os seus trabalhadores:
ABONO
R$ 3.600,00 para os admitidos até 31/10/2022 e R$ 2.200,00 para os admitidos a partir de 01/11/2022, mantendo a proporcionalidade ao tempo de empresa em 2024.
Por que não devemos aceitar: não satisfeita em reduzir o abono pago no acordo anterior (R$ 3.702,00), a empresa ainda quer aplicar dois valores diferenciados, dividindo a categoria de forma injusta e discriminatória. O reajuste do abono deveria ser, pelo menos, pela inflação. Por isso, É NÃO!
PISO SALARIAL
Piso Salarial Mínimo da Categoria (PSMC) de R$ 1.890,00 e Piso salarial para eletricistas de R$ 2.092,00
Por que não devemos aceitar: o piso salarial mínimo da categoria deve ser geral, sem distinção, e devidamente valorizado – sendo, no mínimo, R$ 2.300,00 para todos. Esse valor é mais do que razoável para uma empresa milionária e aliviaria um pouco o sufoco financeiro dos seus trabalhadores. Por isso, É NÃO!
VALE REFEIÇÃO/ALIMENTAÇÃO
Ticket no valor de R$ 47,09 – reajustado em 4,6%, referente à inflação geral medida pelo INPC.
Por que não devemos aceitar: esse percentual está muito distante da realidade, pois a inflação dos alimentos é bem maior, fechando 7,69% em 2024. Aceitar essa proposta vai corroer ainda mais o poder de compra da categoria. Por isso, É NÃO!
REAJUSTE SALARIAL
Correção de 4,6%, de acordo com a inflação medida pelo INPC.
Por que não devemos aceitar: é urgente ter ganho real nos salários para que a categoria comece a recuperar seu poder de compra. De acordo com o Dieese, entre outubro e dezembro do ano passado, 75% das negociações tiveram ganhos reais nos salários. Em janeiro deste ano, 88,2% dos reajustes salariais foram acima da inflação; em fevereiro, esse percentual foi de 87,4%. A Enel parece que quer entrar para a minoria do mercado e deixar seus trabalhadores com os salários cada vez mais defasados. Por isso, É NÃO!
PLANO DE SAÚDE
A empresa não apresentou nenhuma proposta de melhoria nos percentuais de participação no plano. Além disso, atualmente, é usada uma tabela completamente defasada (ver tabela aqui), onde os valores das faixas salariais estão desatualizados, impedindo que os trabalhadores sejam contemplados com os menores percentuais de participação (10% e 15%) e prejudicando principalmente os trabalhadores com os menores salários. O Sindeletro propôs uma tabela atualizada, que esteja de acordo com a realidade salarial da categoria e facilite o acesso ao benefício (confira aqui).
Essa demanda é urgente, pois está aumentando o número de reclamações sobre a dificuldade de manter o benefício. Os trabalhadores precisam de um plano de saúde acessível! Por isso, É NÃO!