Audiência sobre Ação do Sindeletro contra Acender expõe grave negligência da Enel com trabalhadores

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Nesta terça-feira (01/10), ocorreu mais uma audiência na Justiça do Trabalho sobre a ação movida pelo Sindeletro contra a Acender Engenharia, trazendo à tona, mais uma vez, a dura realidade enfrentada pelos trabalhadores do setor elétrico. A Acender confessou novamente a dívida trabalhista, que ultrapassa os R$ 6 milhões, referente ao não pagamento de verbas rescisórias e manifestou interesse em solucionar a questão por meio da ativação de uma apólice de seguro que cobriria o valor devido. No entanto, o processo esbarra na inércia e negligência da Enel, que, até o momento, se recusa a tomar as providências necessárias para acionar a seguradora.

Essa postura da Enel, que insiste em não fazer o requerimento formal exigido para viabilizar o pagamento das verbas rescisórias, evidencia um completo desrespeito contra os trabalhadores que já aguardam há meses uma solução. Apesar de todas as oportunidades de corrigir essa injustiça, a Enel permanece omissa, mostrando total indiferença ao sofrimento de centenas de famílias que dependem desse pagamento para sua sobrevivência.

Diante dessa situação, a Acender pediu nos autos do processo a inclusão da seguradora, mas agora cabe à juíza responsável apreciar o pedido de chamamento e julgar o mérito da ação. Enquanto isso, os trabalhadores continuam à mercê da negligência da ENEL, que não demonstra qualquer empenho em resolver o impasse, prolongando o calvário dos eletricitários.

O Sindeletro, no aguardo do julgamento, continuará atento ao andamento do processo e agindo como for possível para defender os trabalhadores. Denunciamos com veemência o descaso da Enel, uma empresa com atuação em diversos continentes e faturamento estratosférico, que trata os direitos dos trabalhadores com desprezo. Essa atitude irresponsável precisa ser amplamente repudiada, pois é inadmissível que os trabalhadores sejam prejudicados pela falta de ação de uma companhia que deveria zelar pelo cumprimento de suas obrigações e das empresas terceirizadas. O clamor é por justiça e respeito aos direitos básicos dos eletricitários!