Na segunda-feira (23/09), o Sindeletro esteve reunido com trabalhadores da Eletrobras/Chesf do Ceará para conversar e tirar dúvidas sobre PLRs 2018/2020/2021 e implantação do plano de saúde. O encontro aconteceu de forma virtual e rendeu debates importantes, demonstrando ainda o alto índice de insatisfação da categoria com a postura desrespeitosa da empresa quanto às suas demandas. A seguir, confira um breve resumo sobre as atualizações que foram debatidas.
Sobre as PLRs
A PLR de 2021, que será paga no próximo ano, ainda está em processo de negociação. Foram realizadas duas reuniões da comissão paritária no início deste ano, mas faltou compromisso e interesse da Eletrobras em dar continuidade à mesa de negociação com os trabalhadores. Por conta disso, o Coletivo Nacional dos Eletricitários (CNE) decidiu acionar a Justiça do Trabalho para uma intermediação. O vice-presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), ministro Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, delegou a condução do processo ao seu juiz auxiliar, Giovanni Olsson. Já ocorreram duas reuniões com a interlocução do TST e os trabalhadores seguem na expectativa por avanços na proposta.
A PLR 2020 teve acordo fechado no começo deste ano. A Eletrobras pagou os acionistas no último dia 30 de julho, mas silenciou quanto ao pagamento dos trabalhadores. O CNE enviou ofício à empresa exigindo o pagamento da categoria, sendo informado posteriormente que a PLR será paga até a próxima segunda-feira (27/09) somente para as bases que aprovaram a proposta. O valor global a ser pago aos trabalhadores da Chesf será de R$ 56.590.707,00 – o que corresponde a 1,48 folhas salariais.
Já a PLR 2018, continua no impasse: os sindicatos exigem o pagamento imediato dos valores dos dividendos retidos, que foram distribuídos aos acionistas somente no início deste ano e que impactaram em meia folha salarial a ser paga aos trabalhadores na forma de PLR, mas a Eletrobras segue dificultando e colocando empecilhos. A empresa alega a necessidade de aprovação da SEST – Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais.
Sobre CGPAR 23 e plano de saúde
Foi o tema mais debatido durante a reunião, sobre o qual os trabalhadores demonstraram ter ainda muitas dúvidas acerca do que foi aprovado no Acordo Coletivo e da implantação do Fachesf Saúde Infinity. O Sindeletro reforçou que Frune e sindicatos solicitaram a prorrogação da implantação do plano, mas até o momento não foi dada resposta – o que denuncia, mais uma vez, o desrespeito da empresa com seus empregados.
Além disso, foi suscitada à empresa a queda da CGPAR 23, o que tira a obrigatoriedade de implantação dessas mudanças no plano de saúde. Os sindicatos estão elaborando uma solução jurídica para a situação a fim de evitar maiores prejuízos para os trabalhadores.
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