
A quinta rodada de negociação entre Sindeletro e Enel sobre o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT 24/26) aconteceu nos dias 15 e 16/01. Sem grandes avanços nas cláusulas econômicas, a empresa apresentou uma proposta inaceitável para os trabalhadores: reduzir o valor do abono, reajustar salários de forma parcelada com correção somente pela inflação, além de negar gratificação por função dupla e cesta básica.
O Sindeletro tem argumentado incansavelmente a favor das reivindicações da categoria, ponto a ponto, transmitindo a alta insatisfação dos trabalhadores e mostrando a importância de avanços reais. Mas a negociação está difícil, caminhando a passos lentos devido à postura da empresa, que não reconhece as necessidades dos seus trabalhadores e ignora o cenário de insatisfação.
Ainda não foi agendada a próxima reunião, mas o Sindeletro seguirá mobilizando os trabalhadores para organizar a categoria e dar peso às suas reivindicações na mesa de negociação. Fique junto ao Sindeletro, participe das mobilizações e se mantenha atualizado! Vamos nos unir e fortalecer a nossa luta!
Abaixo, explicamos como está a negociação dos principais pontos da pauta:
PISOS SALARIAIS
A Enel propôs piso mínimo geral de R$ 1.890,00 e, para eletricista, R$ 2.092,00 (valores corrigidos somente pelo INPC). O Sindeletro contrapropôs piso geral de R$ 2.721,60 (o que corresponde a 1,8 salários mínimos) e por nível: R$ 5.433,20 para técnico e R$ 8.164,80 para superior. A empresa ficou de analisar a proposta.
REAJUSTE SALARIAL
A Enel propôs reajuste salarial somente de 4,6% (equivalente à correção da inflação pelo INPC, ou seja, sem ganho real) e ainda parcelado: 2,3% referente à dezembro/2024 e 2,3% em janeiro.
O Sindeletro não concordou e propôs reajuste sem parcelamento com ganho real mínimo de 1,5% – totalizando uma correção de 6,1% nos salários (4,6% da inflação + 1,5% de ganho real). A categoria sofre há anos com a defasagem salarial, sem receber ganho real e vendo seu poder de compra congelar no tempo.
ABONO
A Enel propôs a redução do abono nos seguintes termos: R$ 3.400,00 para os trabalhadores admitidos até 31/10/2022; e R$ 2.000,00 para os admitidos a partir de 01/11/2022 com valor proporcional ao tempo de empresa em 2024.
O Sindeletro não concordou e apresentou proposta com valor mínimo de R$ 4.800,00 sem proporcionalidade e sem discriminação entre trabalhadores, com todos recebendo de forma igualitária.
VALE ALIMENTAÇÃO/REFEIÇÃO
A Enel propôs o valor de R$ 47,09 (reajuste somente pelo INPC) para os tickets alimentação/refeição. O Sindeletro argumentou que o valor ainda está insuficiente para a realidade dos trabalhadores, propondo o valor de R$ 55,00 + cartela integral no mês de março (ticket bacalhau), com 22 tickets (atualmente, a empresa oferece apenas 11 tickets).
CRECHE ESCOLA
A Enel propôs reajuste nos valores de auxílio creche e incentivo educação somente pelo INPC sem alteração de idade. O Sindeletro aceita essa proposta, desde que a idade da creche seja ampliada em dois anos, ficando: 3 a 10 anos para creche escola (atualmente é até 8 anos) e a partir de 10 anos até 18 anos para incentivo educação.
OUTRAS REIVINDICAÇÕES
Função dupla – Sindeletro defende o pagamento da gratificação por função dupla para trabalhadores que executem atividade de outro profissional, como é o caso de eletricistas que exercem a atividade de motorista – uma realidade comum, principalmente entre os novos contratados. Esta é uma importante demanda da categoria, mas a empresa segue negando o direito.
Vale combustível – Sindeletro reivindica o pagamento do vale combustível em substituição ao vale transporte como alternativa para os trabalhadores – estendendo, assim, o direito ao custeio no deslocamento residência-trabalho (e vice-versa) àqueles que moram em localidades não atendidas por transporte público regular e dando tratamento isonômico para todos. A cláusula vinha sendo negada, mas o sindicato reforçou a importância e, nesta rodada, a empresa se comprometeu a analisar a proposta.
Plano de saúde – O Sindeletro reforçou que o plano está cada vez mais inviável para o trabalhador, sendo urgente a revisão da atual forma de custeio. O sindicato propôs uma tabela com descontos máximos de 10% e 20% conforme o nível salarial. A empresa se comprometeu a estudar essa possibilidade.
Sigamos firmes na luta para conquistar um acordo justo para todos!