No último dia 12/12, aconteceu mais uma reunião de negociação entre Sindeletro (laboral) e Sindienergia (patronal) sobre a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) dos terceirizados da Enel. As empresas seguem negando ganho real no reajuste dos salários, pisos e vale refeição/alimentação. Na última contraproposta apresentada para esses itens, o Sindeletro reivindicou reajuste de 1,77% (confira aqui). O Sindienergia se comprometeu a rediscutir a reivindicação na próxima reunião com as empresas.
Escalas de trabalho
O sindicato patronal, que já havia rejeitado a proposta da escala 15×8 para construção de rede, manteve a proposta da jornada espanhola para todas as atividades (escalas 6×1 e 5×2 alternadas a cada semana), mas assumiu o compromisso de debater o tema na próxima reunião com as empresas.
Homologações
O Sindeletro havia proposto retirar essa cláusula da convenção tendo como contrapartida a garantia do acesso às sedes das empresas para reuniões periódicas com os trabalhadores mediante acordo prévio quanto ao horário, dia e tempo de duração da reunião. Nesta reunião, as empresas apresentaram uma proposta para o tema, mas o Sindeletro avalia que a proposta, na prática, limita e até coíbe o acesso do sindicato para se reunir com a categoria nas dependências das empresas. O Sindeletro vai elaborar uma contraproposta para ser avaliada pelas empresas.
Para facilitar o fechamento da CCT, o Sindeletro está aberto a negociar e flexibilizando reivindicações, mas as empresas também precisam abrir mão e oferecer contrapartidas. Esperamos que na próxima negociação, agendada para o dia 22/01, o sindicato patronal apresente avanços na proposta que atendam minimamente a categoria.
Essas reuniões são encaminhamentos dados pela mediação da Justiça do Trabalho, que foi acionada pelo Sindeletro na tentativa de destravar o fechamento da convenção.