Sem acordo e sem diálogo com os trabalhadores, as empresas terceirizadas da Enel resolveram encerrar as negociações sobre a Convenção Coletiva de Trabalho. Já que o Sindienergia (sindicato patronal) optou por se manter intransigente diante das reivindicações da categoria, a única alternativa que resta é organizar e fortalecer a mobilização! A última tentativa de negociação ocorreu no dia 12 de junho, quando o Sindeletro reforçou todas as demandas dos terceirizados, incluindo reajuste com ganho real nos salários, regularização das escalas de trabalho e homologações das rescisões contratuais no Sindeletro. As empresas descartaram qualquer avanço nessas pautas e manteve a mesma proposta inaceitável apresentada nas últimas reuniões (confira aqui)
Por que a categoria não aceita a proposta?
Sem um reajuste com ganho real nos salários e benefícios, a remuneração dos trabalhadores vai ficar ainda mais defasada e o poder de compra vai ser cada vez mais corroído. As empresas não querem dar nem 0,5% de ganho real.
Sem padronizar e regularizar as escalas de trabalho, no âmbito da CCT, os trabalhadores seguirão sofrendo com escalas exaustivas que limitam o direito ao descanso e lazer.
Sem garantir que as rescisões contratuais passem pelo Sindeletro para serem homologadas, os trabalhadores ficam sem assistência e podem ter seus direitos descumpridos. As empresas querem retirar essa cláusula da CCT sem qualquer justificativa razoável.
Os terceirizados precisam se organizar e pressionar as empresas por meio de mobilização e luta! A força do Sindeletro depende do apoio dos trabalhadores!
Próximos passos
O Sindeletro intensificará as visitas às bases em todo o estado para conversar com os trabalhadores sobre a situação e organizar a luta. O departamento jurídico já solicitou mediação do Ministério Público do Trabalho (MPT). O pedido foi feito diretamente ao ouvidor do tribunal, o desembargador José Antonio Parente da Silva, e aguarda resposta.