As empresas terceirizadas da Enel/Coelce não cansam de desrespeitar seus trabalhadores. A audiência de conciliação no Ministério Público do Trabalho (MPT), que estava agendada para esta quarta-feira (25/10), foi adiada a pedido do Sindienergia (sindicato patronal), mostrando a falta de compromisso e o desinteresse dos patrões quando o assunto é o fechamento da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT).
A categoria está na espera por um acordo há quase dois anos. O impasse foi criado pelas próprias empresas, que insistem em retirar a cláusula que garante a homologação do Sindeletro nas rescisões contratuais – um item fundamental para proteger os trabalhadores de possíveis irregularidades por ocasião do seu desligamento da empresa, um momento tão sensível e que requer atenção especial.
Na última audiência mediada pelo MPT, dia 09/10, o Sindeletro negociou a seguinte reivindicação: aceita o reajuste proposto de 10,6% a partir de 01.02.2022 e 6% a partir de 01.02.2023 sobre salários e benefícios, desde que seja mantida a redação com todos os direitos do acordo atual (2020-2022), garantindo as homologações das rescisões pelo Sindeletro.
O Sindienergia havia se comprometido a avaliar a reivindicação e trazer um posicionamento na audiência que seria realizada hoje. A reunião foi adiada, mas sem nova data para acontecer.
O Sindeletro reforça que a mobilização deve ser mantida para exigir uma Convenção de Trabalho justa, sem nenhum direito a menos! Essa luta é coletiva!