Na última quinta-feira (02/03), as empresas terceirizadas da Enel provaram, mais uma vez, o tamanho da sua intransigência: a proposta que o Sindienergia (sindicato patronal) insiste em apresentar não é apenas insatisfatória, ela reduz direitos e dificulta ainda mais a vida do trabalhador. É preciso deixar claro: a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) ainda não foi fechada por puro descaso dos patrões. Portanto, a categoria terceirizada precisa reforçar a mobilização para conquistar uma CCT justa. Próxima rodada de negociação ficou agendada para o dia 06/04 às 14h30.
Sobre a proposta
Quanto ao reajuste salarial, as empresas ofereceram o percentual de 6%, sendo 5,71% referente à inflação do período (INPC) e apenas 0,29% de ganho real. Além de ser um ganho real pífio, na prática, esse reajuste reduz o salário do eletricista em relação ao salário mínimo, regredindo o poder de compra do trabalhador para os parâmetros de cinco anos atrás.
Entenda: atualmente, o piso salarial da categoria corresponde a 1,49 salário mínimo. Com o reajuste proposto pelas empresas, o piso salarial passa a corresponder 1,44 salário mínimo (mesmo parâmetro de 2018), considerando que o salário mínimo nacional será de R$ 1.320,00 a partir de maio. Um retrocesso que representa 5% de perda, que impacta diretamente no bolso no trabalhador e deixa a categoria ainda mais distante da meta de alcançar um piso salarial de 1,5 salário mínimo ainda neste acordo.
Além disso, as empresas seguem negando a garantia das homologações das rescisões pelo Sindeletro, negam a proposta alternativa para a semana espanhola sem trabalhos aos sábados e oferecem apenas 5,71% (INPC) para reajustar o vale alimentação, ficando no valor de R$ 21,03 (a proposta do Sindeletro era de R$ 25,00, sendo reduzida para R$ 23,20, mas mesmo assim não foi aceita).
A luta continua!
A proposta apresentada é completamente inaceitável. Os trabalhadores terceirizados precisam se unir para defender efetivamente suas reivindicações. Para além de reajustes dignos, é preciso garantir a manutenção das cláusulas atuais sem retirada de direitos e reforçar a luta pelo plano de saúde para dependentes e pela regulamentação das escalas.
Não podemos recuar! Agora mais do que nunca cada trabalhador deve apoiar a luta coletiva e mostrar a força da categoria junto ao Sindeletro para dar uma resposta à altura dessa desvalorização. Próxima quarta-feira (08/03), haverá reunião virtual de mobilização às 19h pelo Zoom. Participe e convoque seus colegas! Clique aqui para acessar a sala virtual.
ID da reunião: 894 2121 9632
Senha de acesso: 171369