Impasse na CCT dos terceirizados: empresas travam negociação com propostas que afrontam a categoria

Sem reajuste em 2020 e sem abono: Sindeletro rejeita proposta inicial da Coelce que revela descaso com os trabalhadores
17 de novembro de 2020
CCT dos Terceirizados: próximo dia 26/11, categoria delibera estado de greve em reação ao descaso dos patrões
20 de novembro de 2020

Total desrespeito: é o que resume a postura das empresas ao longo de quase 10 meses de negociação sobre a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) dos eletricitários terceirizados da Coelce/Enel. Na última rodada, que aconteceu nesta quarta-feira (18/11), os patrões resolveram atacar, mais uma vez e a todo custo, direitos indispensáveis dos trabalhadores: querem retirar a garantia de assistência do Sindeletro nas rescisões contratuais e o desconto assistencial ao sindicato. Dois itens de suma importância para a categoria que estão sendo usados como forma de coação.

Trabalhadores, precisamos reagir! Nesta quinta-feira, às 19h, haverá reunião virtual com o Sindeletro. Participe: https://us02web.zoom.us/j/85444810629?pwd=VFRUcmZHcVhGK3VzZTBrMjlDZm1SUT09 ID da reunião: 854 4481 0629 / Senha de acesso: 462906

No decorrer das negociações, as empresas somente apresentaram propostas que prejudicam diretamente os trabalhadores. Desde então, o Sindeletro vem resistindo às investidas e informando a categoria sobre a gravidade da situação. Direitos históricos estão na mira dos patrões. Eles querem:

Reajuste de apenas 4% nos salários (abaixo da inflação); Aumentar apenas R$ 0,64 no tíquete alimentação; Tirar o tíquete de almoço em viagem a trabalho com distância superior a 100 km; Alterar o acréscimo de tíquete alimentação a partir de quatro horas extras trabalhadas para um novo tíquete a partir de seis horas extras; Mudar data-base para abril e vigência para apenas um ano; Parcelar em 3 vezes o pagamento do retroativo; Dificultar o acesso ao vale combustível.

Impasse – Nesta última reunião, os representantes do Sindienergia (sindicato patronal) impuseram a retirada da assistência do Sindeletro nas rescisões e do desconto assistencial como condição para continuar as negociações sobre os itens acima mencionados. Uma barganha completamente inaceitável que gera ainda mais impasse à mesa de negociação.

Tirar as homologações do sindicato é acobertar os maus patrões que não honram os compromissos rescisórios e tirar o desconto assistencial é acabar com uma das principais fontes de fortalecimento do trabalho sindical. A categoria não pode abrir mão destas duas cláusulas, muito menos em troca de uma proposta que sequer existe.

Vamos à luta – A categoria dos terceirizados precisa se mobilizar ainda mais neste momento para que a nossa resposta seja firme diante desta imposição cruel das empresas! A união fortalece a resistência contra a retirada de direitos e é fundamental para a luta por avanços.

 

Baixe este boletim em PDF: BOLETIM – TERCEIRIZADOS – 19.11.20