Nesta sexta-feira (16/10), os trabalhadores da Endicon na Região Centro Sul do Ceará realizaram manifestação contra o descaso dos patrões com os 66 terceirizados atingidos pelo rompimento contratual com a Coelce/Enel no atendimento emergencial 196. A categoria, com o apoio do Sindeletro, tem o objetivo de pressionar as empresas a garantirem que a mudança para a nova prestadora não prejudique seus direitos. A Coelce, tomadora responsável e que deveria estar à frente na solução do problema cobrando as terceirizadas, está se eximindo da obrigação.
A categoria exige que o processo de transição para a nova terceirizada, Cosampa, seja inteiramente legal: os trabalhadores devem ser demitidos pela Endicon para que possam ser admitidos na nova empresa, recebendo todos os direitos rescisórios devidos. Segundo a categoria, a prestadora teria dito para os empregados pedirem demissão, numa tentativa de desviar do pagamento dos direitos.
Mais de 40 trabalhadores aderiram à mobilização de ontem, que deixa em alerta as cidades de Iguatu, Icó, Senador Pompeu, Tauá, Lavras da Mangabeira, Várzea Alegre, Mombaça, Pedra Branca e Solonópole para possível endurecimento do movimento de protesto até que os direitos dos terceirizados sejam respeitados.
Desde que foi comunicado sobre a situação, há quase 15 dias, o Sindeletro está vigilante e cobrando medidas urgentes, já que o contrato será rompido neste sábado 17/10. O Ministério Público do Trabalho (MPT), acionado pelo sindicato, orientou que fosse realizada reunião com todas as empresas envolvidas e que a Endicon emitisse um documento se comprometendo a cumprir todas as obrigações legais, mas até o momento nada foi feito.
O Sindeletro está em constante contato com a Coelce e sugeriu ainda que a empresa negociasse a prorrogação do contrato para evitar problemas aos trabalhadores e consumidores na mudança de prestadora. A proposta foi acolhida pelo MPT e formalizada pelo sindicato por meio de ofício enviado no último dia 10/10 à Gerência de Relações Sindicais da Coelce. Mais uma vez, nada foi feito.
Diante da irresponsabilidade da Coelce ao se isentar do problema e da postura desrespeitosa da Endicon ao tentar se esquivar dos direitos trabalhistas, a categoria continuará mobilizada até que tudo seja solucionado e que as rescisões de cada trabalhador sejam devidamente pagas.
Leia este Boletim em PDF: BOLETIM – Paralisação Endicon – 17.10.20