Sindeletro busca avançar na negociação, mas sindicato patronal insiste em retirar direitos

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O Sindicato dos Eletricitários do Ceará (Sindeletro) considera inaceitável o que foi apresentado pelos representantes dos empregadores até agora na negociação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) que abrange trabalhadores e trabalhadoras terceirizados. Sindeletro e o Sindienergia, sindicato patronal, realizaram cinco reuniões de negociação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) ao longo de quatro meses, mas ainda não foi possível chegar a um acordo. A categoria não admite a retirada de direitos, num momento em que a nossa força de trabalho mostra-se ainda mais relevante.

Veja o que as empresas continuam insistindo em oferecer:

  • Reajuste salarial menor do que a inflação do período e mudança da data-base da categoria de fevereiro para maio, quando em negociações anteriores sempre conseguimos repor a inflação e ter ganho real.

 

  • Acordo válido para o período de apenas um ano e que o valor a ser pago retroativamente seja parcelado em três vezes, ao contrário de anos anteriores quando havia o pagamento integral do retroativo no mês subsequente ao fechamento do acordo.

 

  • Exclusão do pagamento de almoço ao trabalhador que fizer viagem a trabalho com distância superior a 100 km.

 

  • Retirada da garantia da assistência prestada pelo Sindeletro nas rescisões de contrato, dificultando que trabalhadores possam cobrar eventuais valores não pagos pelo empregador até o momento da demissão.

 

  • Alteração do acréscimo de tíquete alimentação a cada quatro horas extras trabalhadas para um novo tíquete a cada seis horas extras.

 

  • Representantes dos empregadores também se negam a discutir cláusulas sobre Participação nos Lucros e Resultados (PLR), jornada de trabalho, escala de revezamento entre outras.

A data-base da categoria é em fevereiro e a pauta de negociação está sendo discutida desde março de 2020. Houve duas reunião presenciais e todas as demais foram realizadas remotamente.

O Sindeletro reforça a importância da união e do apoio da categoria para que a negociação se dê de forma a respeitar as necessidades de trabalhadoras e trabalhadores. Em virtude da falta de avanços na negociação, o sindicato está intensificando o contato com mobilização de trabalhadoras e trabalhadores. Eletricitárias e eletricitários reivindicam uma proposta justa e compatível com o nível de dedicação da nossa categoria.

Baixe o informativo em PDF aqui: 21.07.20 – BOLETIMNegociaçãoSindienergi