Trabalhadores eletricitários querem respeito à saúde, à vida e aos direitos já garantidos em Convenção Coletiva de Trabalho (CCT). Foi isso que representantes do Sindicato dos Eletricitários do Ceará (Sindeletro) defenderam nesta quarta-feira, 20 de maio, durante a quarta rodada de negociação com o Sindicato das Indústrias de Energia e de Serviços do Setor Elétrico (Sindienergia). A reunião realizada remotamente por causa da pandemia de covid-19 terá continuidade no dia 28 de maio, próxima quinta-feira.
O Sindeletro reafirmou que reivindica a legalização das escalas de trabalho praticadas nas empresas e a assistência às homologações de rescisões de contrato da categoria. Durante todas as etapas de negociação, a direção do sindicato laboral vem destacando que a CCT 2018-2020 é o ponto de partida e que a negociação deverá avançar a partir do que a categoria já conquistou anteriormente.
O Sindeletro ressalta ainda que a relevância da categoria que garante um serviço essencial em meio à pandemia é evidente. Apesar de todas as cobranças feitas desde março pelo sindicato, ainda são recorrentes as denúncias de trabalhadores e trabalhadoras sobre a falta de medidas de proteção à saúde e à vida da categoria. A entidade recorreu a órgão como Ministério Público do Trabalho (MPT), Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE) e Vigilância Sanitária para fiscalizar locais de trabalho que contam com a atuação de eletricitários e eletricitárias.
Reconhecimento social
Hospitais, supermercados, farmácias e vários outros serviços essenciais precisam do trabalho de eletricitários para funcionar. Esse reconhecimento social da importância de quem garante a distribuição de energia é evidente desde o primeiro decreto prevendo isolamento social no Ceará em 19 de março, quando o setor foi incluído entre os que não podem parar (http://imagens.seplag.ce.gov.br/PDF/20200319/do20200319p01.pdf).
Principalmente nesse momento em que profissionais estão frequentemente expostos aos riscos do novo coronavírus, inclusive com o registro de mortes entre integrantes da categoria, o Sindeletro reitera que as bases para um acordo devem respeitar as conquistas anteriormente obtidas.
Reajuste menor do que a inflação do período e o fim da assistência do Sindeletro às homologações de rescisões de contrato, além da ausência da discussão sobre escala de serviço, são propostas inexplicáveis por parte do Sindienergia e que não condizem com a importância do trabalho exercido pelos eletricitários e eletricitárias.
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