Negociações com CPFL Renováveis continuam

Eletrobras aceita proposta do TST
21 de setembro de 2016
Ministério Público recomenda reintegração de 12 trabalhores
28 de setembro de 2016

Sindicato dos Eletricitários do Ceará (Sindeletro), juntamente com os sindicatos dos eletricitários de Campinas e de São Paulo, participaram de reunião nesta quarta-feira (22/09) para tratar do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2016/2017. A exigência do Sindeletro é de um reajuste condizente com o Índice Nacional de Preço ao Consumidor (INPC), de 9,56% no período referente ao acumulado do ano até julho.

O Sindeletro destaca que não é possível realizar acordo com benefícios congelados, sendo necessário o avanço nas negociações. A proposta inicial da empresa era de reajuste de 7,8% para o salário e todos os benefícios. Na reunião de ontem, a CPFL apresentou reajuste de 8,25%, baseado no Índice do Custo de Vida (ICV) do Dieese, congelando o auxílio moradia, auxílio creche, auxílio transferência e a complementação do auxílio previdenciário. Vale ressaltar que a empresa não apresentou uma proposta nova de evolução dos benefícios.

Porém, os sindicatos não concordam com o posicionamento, uma vez que o índice utilizado historicamente pela empresa é o Índice de Preço ao Consumidor (IPCA). No período, o IPCA foi de 8,74%.

Em um segundo momento, a empresa trouxe os 8,25% de reajuste para todos os benefícios, solicitando a implantação do banco de horas. Os sindicatos deixaram claro não terem acordo com banco de horas, por ser nefasto para a categoria, impedindo os trabalhadores de receberem o fruto do seu trabalho. No entanto, o sindicato deixa a possibilidade da compensação ocorrer até a data do fechamento da folha apenas com a concordância do trabalhador.

Esperamos que a empresa avalie e traga uma proposta satisfatória na próxima reunião marcada para 4 de outubro, na sede da CPFL em São Paulo.

Companheiros, estamos na luta!
Boletim_22.09.16_-_CPFL.pdf