Em mais uma reunião do Ciclo de Diálogos promovido pelo Sindeletro, nesta quarta-feira (21/10), os terceirizados reforçaram sua mobilização contra o ataque das empresas. As negociações da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) seguem marcadas pela intransigência patronal em querer retirar direitos e em oferecer propostas completamente inaceitáveis. A categoria está unida e rejeitará qualquer acordo que não atenda minimamente as necessidades dos trabalhadores.
Durante a reunião virtual com a base, o Sindeletro reafirmou que a categoria precisa se unir para reagir à altura dos insistentes ataques que está sofrendo. O recado é: não vamos aceitar nenhum direito a menos! Confira abaixo o que está em jogo:
Propostas patronais modificadas:
– Vigência e data-base: empresas insistem que o acordo seja válido somente por um ano, propondo agora mudança da data-base para abril, mas abriram possibilidade de renegociar a vigência de dois anos para o acordo seguinte;
– Reajuste Salarial: 4% (proposta anterior era 3,5%) – ainda abaixo da inflação;
– PSMC (Piso Salarial Mínimo da Categoria): R$ 1065,00 (proposta anterior era R$ 1050,00);
– Tíquete Alimentação: aumento de R$ 0,64 (proposta anterior era de R$ 0,56);
– Escala de revezamento: as empresas afirmam que estão negociando entre si e devem apresentar proposta;
– Trabalho extraordinário: compensação proporcional no segundo mês subsequente (atualmente, é no primeiro mês subsequente).
Outras propostas patronais:
– Pagamento do retroativo parcelado em três vezes e não mais integralmente no mês seguinte ao fechamento do acordo;
– Exclusão do pagamento de almoço do trabalhador que fizer viagem a trabalho com distância superior a 100 km;
– Alteração do acréscimo de tíquete alimentação a partir de quatro horas extras trabalhadas para um novo tíquete a partir de seis horas extras;
– Inclusão de cláusulas que dificultam o acesso ao vale combustível, como a necessidade de apresentar justificativa à empresa e provar que o trabalhador é proprietário do veículo;
– Retirada da garantia da assistência prestada pelo Sindeletro nas rescisões contratuais, dificultando que os trabalhadores possam cobrar eventuais valores não pagos pelo empregador até o momento da demissão;
– As empresas se negam a discutir cláusulas sobre PLR e jornada de trabalho, além de negar a proposta dos trabalhadores de aumentar reajuste para as gratificações de função.
Leia este Boletim em PDF: BOLETIM – Reunião Terceirizados – 22.10.20