Sindeletro cobra providências da Endicon e Coelce para garantir direitos dos trabalhadores terceirizados

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Desde que foi informado por trabalhadores da Endicon sobre problemas referentes ao rompimento contratual com a Coelce/Enel, o Sindeletro está ativo na cobrança para que os direitos dos terceirizados sejam respeitados. O contrato, que se refere ao atendimento emergencial 196 na Região Centro Sul, será rompido no próximo dia 17/10 e até o momento a prestadora ainda não emitiu aviso prévio aos 66 empregados atingidos. Diante da apreensão da categoria quanto à transição para a nova terceirizada (Cosampa), o sindicato está atento e já acionou o Ministério Público do Trabalho (MPT) a fim de encontrar uma solução urgente para a situação.

Nesta sexta-feira (09/10), o Sindeletro esteve em audiência com o MPT e com representantes da Endicon e da Coelce/Enel. O sindicato sugeriu que a Coelce negociasse com as empresas a prorrogação do contrato em questão para evitar problemas aos trabalhadores e consumidores na mudança de prestadora. A proposta foi acolhida pelo ministério público e formalizada pelo sindicato por meio de ofício enviado neste sábado (10/10) à Gerência de Relações Sindicais da Coelce. Além disso, a procuradora do MPT orientou que fosse realizada reunião entre todas as partes envolvidas para tomar providências e que a Endicon emitisse um documento para os empregados informando que cumpriria todas as obrigações legais.

Também nesta sexta-feira, o Sindeletro realizou reunião virtual com os terceirizados para informar sobre as ações que estão sendo tomadas e esclarecer sobre o andamento dessa questão. A diretoria da entidade está em constante contato com a Coelce para garantir que os trabalhadores não sejam prejudicados. De acordo com relatos da categoria, a Endicon estaria pressionando os trabalhadores a pedirem demissão, mas o sindicato reforça que a empresa, ao ter o seu contrato rompido, tem por obrigação honrar o pagamento das rescisões.

Historicamente, o Sindeletro já interveio em situações semelhantes a essa com outras empresas terceirizadas e conseguiu garantir que os trabalhadores recebessem seus valores rescisórios. A entidade sindical enfatiza que seguirá vigilante e atuante até conseguir solucionar o problema e neutralizar a tentativa da Endicon de se esquivar da sua responsabilidade social de pagar os direitos trabalhistas.

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Leia este boletim em PDF: BOLETIM – Endicon – 10.10.20