Para destravar negociações sobre CCT, Sindeletro apresenta nova proposta e terceirizadas devem dar resposta até 21/10

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Conforme acordado no âmbito da mediação da Justiça do Trabalho, Sindeletro (laboral) e Sindienergia (patronal) se reuniram nesta segunda-feira (07/10) para negociar a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT 24/26). O Sindeletro apresentou uma proposta que deverá ser analisada pelas empresas até o dia 21/10, data em que será realizada nova reunião e que os trabalhadores deverão receber uma resposta. As partes concordaram em adiar a audiência de conciliação que estava agendada para hoje (09/10) a fim de aguardar o posicionamento das empresas sobre a proposta.

Na reunião, o Sindeletro destacou o interesse da entidade em chegar a um acordo e a necessidade de avançar nas negociações. O Sindienergia, por sua vez, reforçou que as empresas permanecem contra a cláusula sobre as homologações das rescisões contratuais – item central que vem travando as negociações ao longo de três anos.

Com o objetivo de destravar a negociação e facilitar o fechamento da convenção, o Sindeletro apresentou a seguinte proposta:

– Reajuste de 5,17% nos salários e pisos (além dos 4% já adiantados pelas empresas em fevereiro). Esse percentual eleva o parâmetro do piso salarial para 1,48 salários mínimos, o que ajudaria a corrigir a defasagem de cerca de 4 anos, já que o piso da categoria tem crescido menos do que o salário mínimo.

– Reajuste de 5,17% no vale refeição/alimentação (além dos 4% já adiantados pelas empresas em fevereiro), que devem ser fornecidos de forma integral, sem parcelamento.

– Escala de trabalho de 15×8 (15 dias trabalhados por 8 dias de folga) para os trabalhadores de construção de rede.

– Atualização do valor de acréscimo no Piso Salarial Mínimo da Categoria (PSMC) de R$ 20,00 para R$ 25,00.

– Despesas com viagem: manter a cláusula conforme os valores apresentados na última proposta do Sindeletro.

– Como contrapartida à retirada da cláusula sobre as homologações, as empresas garantiriam o direito do Sindeletro de realizar reuniões periódicas com os trabalhadores nas sedes das empresas, mediante comunicação prévia.

– Exclusão da reivindicação sobre creche escola, caso as propostas sejam aceitas.

Como dito anteriormente, as empresas irão analisar essa proposta para apresentar resposta na reunião dia 21/10. Após esta reunião, deverá ser agendada nova audiência de conciliação no Centro Judiciário de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos – CEJUSC 2º Grau do Tribunal Regional do Trabalho da 7ª Região.

A expectativa continua sendo de que as empresas atendam às demandas da categoria, se mostrando dispostas a negociar, assim como fez o Sindeletro. Os terceirizados da Enel Ceará estão há 3 anos sem acordo, com seus direitos desprotegidos por puro e total descaso das empresas terceirizadas. De lá para cá, o Sindeletro vem pressionando as empresas, cobrando atitude da Enel e acionando a Justiça do Trabalho/Ministério Público do Trabalho. A luta nunca parou e não vai parar até que a categoria terceirizada tenha seus direitos garantidos!