Eletrobras apresenta mais uma proposta inaceitável para trabalhadores

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A luta por um acordo justo continua. No último dia 17/05, aconteceu a terceira rodada de negociação entre Eletrobras/Chesf e o Coletivo Nacional dos Eletricitários (CNE). A empresa, mais uma vez, apresentou uma proposta completamente inaceitável para o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), sendo rejeitada novamente na mesa pela representação dos trabalhadores por retirar cláusulas históricas da categoria e oferecer um reajuste salarial bastante rebaixado.
Reajuste – A Eletrobras conseguiu piorar a proposta. Mesmo depois de dois anos sem reajuste salarial e diante de um cenário de alta inflação (12,47%), a Eletrobras insiste em oferecer um percentual ainda muito distante de repor as perdas inflacionárias. Desta vez, a proposta é de 8%, mas agora com uma condicionante perversa: 6% a partir de maio de 2022 e, caso as entidades desistam das ações judiciais contra o BAS (plano de saúde), acrescenta-se os 2% restantes. Esse mesmo percentual vale para os auxílios alimentação/refeição, educacional e creche/pré-escola.
O CNE considera a proposta absurda, pois além de ser um reajuste pífio, ainda mina o direito dos trabalhadores de buscarem a justiça. Vale ressaltar que o Sistema Eletrobras lucrou R$ 2,7 bilhões somente no primeiro trimestre de 2022, o que mostra sua total capacidade financeira de atender as demandas dos trabalhadores.
Além disso, a Eletrobras está atacando cláusulas já consagradas para a categoria: quer pagar somente 60% de gratificação de férias, retirar as cláusulas sobre hora extra (para seguir a CLT sobre o tema) e sobre normas e regulamentos de Recursos Humanos.
Plano de Saúde – O ponto mais crítico da negociação, na verdade, se refere ao Benefício de Assistência à Saúde (BAS). O CNE segue reforçando a reivindicação de voltar às condições anteriores ao ACT 2020/2022 (custeio de 90/10), mas a Eletrobras insiste da proposta de custeio 60/40 – o que é contraditório já que, na Justiça do Trabalho, a empresa propõe 70/30.
Avaliação – O Sindeletro alerta que as negociações sobre o ACT estão incertas, pois estão sendo afetadas por outras questões relacionadas aos dissídios no Judiciário e ao processo de privatização da empresa. Analisando tudo o que está em jogo, o Coletivo Nacional dos Eletricitários ainda está debatendo internamente sobre quais rumos a Campanha Salarial deve tomar no futuro: apostar na livre negociação ou transferir a decisão para a justiça.
Acompanhe os canais de comunicação do Sindeletro e mantenha-se informado sobre a Campanha Salarial da Chesf/Eletrobras. A participação da categoria é fundamental para fortalecer a luta por um acordo digno, que esteja à altura da dedicação dos trabalhadores e compatível com as suas necessidades.