Negociações: proposta apresentada pela Eletrobras/Chesf causa indignação

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É vergonhosa a proposta apresentada pela Eletrobras/Chesf na segunda rodada de negociação, realizada dia 28/04. O Coletivo Nacional dos Eletricitários (CNE) não teve alternativa: rejeitou de pronto a oferta e, agora, convoca a categoria para reforçar a mobilização por um Acordo Coletivo de Trabalho justo. A próxima negociação está prevista para acontecer no dia 17/05.

A vigência dos atuais acordos (nacional e específicos) foi prorrogada por mais 30 dias (até 31/05), desde que os trabalhadores não realizem nenhum tipo de greve durante este período – o que não impede um movimento grevista caso a categoria decida ser a melhor estratégia no decorrer das negociações.

Plano de Saúde – sobre o benefício de assistência à saúde, a empresa adota uma postura contraditória: enquanto na justiça apresenta proposta de custeio de 70/30, na mesa de negociação é inflexível ao oferecer custeio de 60/40. A representação dos trabalhadores segue reivindicando o retorno das condições anteriores ao ACT 2020/2022, com custeio de 90/10.

Reajuste – Após dois anos sem reajuste salarial e num cenário de inflação galopante (12% no último ano), a Eletrobras/Chesf teve a desfaçatez de oferecer míseros 3% de reajuste nos salários e nos auxílios alimentação, educação e creche. Ao fechar 2021 com o lucro exorbitante de R$ 5,7 bilhões e apresentar proposta de arrocho salarial, a empresa demonstra completo desrespeito com seus trabalhadores.

Os chesfianos precisam ficar atentos e engajados ao lado do Sindeletro, participando das assembleias e mobilizando os colegas para que a campanha salarial se fortaleça. A luta é coletiva!

Confira mais detalhes da proposta da empresa: