O Sindeletro convoca todos os trabalhadores e trabalhadoras da Chesf/Eletrobras no Ceará para assembleia no próximo dia 24/01 a fim de deliberar sobre deflagração de greve contra a privatização da companhia, além de debater sobre campanha salarial 2022 e PLR. É responsabilidade de toda a categoria participar deste momento decisivo na luta em defesa dos empregos, da Fachesf, da maior empresa do setor elétrico da América Latina e da soberania energética brasileira.
A hora é agora! Será realizada uma assembleia unificada nas sedes da Chesf em Fortaleza e em Milagres às 8h (primeira convocação) e às 8h30 (segunda convocação). Se aprovado pela assembleia, o movimento grevista terá início no dia 28/01 por tempo indeterminado. Clique aqui para ler o edital de convocação, publicado no jornal O Estado nesta sexta-feira (21/01).
A expectativa de greve é uma reação legítima dos trabalhadores contra a insistência do Governo Bolsonaro de dar continuidade ao processo de privatização das empresas do sistema Eletrobras mesmo sem o aval do Tribunal de Contas da União (TCU). Ainda estão sob análise do tribunal os valores envolvidos na privatização e o modelo de capitalização.
A proposta de venda da Eletrobras chegou ao Congresso Nacional por meio de Medida Provisória editada pelo governo Bolsonaro. Por falta de embasamento técnico e por diversas modificações feitas pelos parlamentares no texto (incluindo os “jabutis”, que são itens estranhos à matéria), a medida foi questionada pelo TCU e segue em deliberação pelos ministros.
A luta não para – O Sindeletro, assim como as demais entidades representativas dos trabalhadores, não param de pressionar contra o processo de privatização – seja na justiça, nos protestos de rua, nos meios de comunicação ou nas redes sociais. Essa luta precisa ser fortalecida pelo engajamento massivo dos chesfianos para que a venda da Eletrobras seja barrada.
Muita coisa está em jogo – Além da entrega de um patrimônio líquido de aproximadamente R$ 75 bilhões, especialistas apontam que a privatização da Eletrobras trará prejuízos para o bolso do trabalhador com o aumento na conta de luz – isso devido às medidas incluídas pelos parlamentares que devem gerar custos aos consumidores, como a contratação de termelétricas a gás natural em tempo integral.
O Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) afirma que, se a venda for concretizada, a população brasileira será impactada de imediato com a elevação da conta de energia estimada em 14%. Além disso, o Estado estará abrindo mão do protagonismo no setor de energia elétrica, o que representa um risco para a soberania energética do país.
Em nota técnica publicada em maio de 2021, o Dieese ressalta o papel estratégico da Eletrobras no desenvolvimento do país e como sua privatização coloca o Brasil na contramão do esforço global pela transição energética. Confira aqui o estudo completo.
A luta em defesa da Chesf/Eletrobras é nossa!