Terceirizados da Coelce/Enel reforçam mobilização online para fazer resistência à retirada de direitos

ACT Eneva: Sindeletro convoca categoria para avaliar proposta de acordo próxima terça (06/10)
2 de outubro de 2020
ACT COELCE 2012-2014
3 de outubro de 2020

O Sindeletro esteve reunido virtualmente, na última quinta-feira (1º de outubro), com os trabalhadores terceirizados da Coelce/Enel para debater sobre o andamento das negociações da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT). A diretoria da entidade fez uma explanação detalhada sobre a tentativa intransigente do Sindienergia de retirar direitos históricos e reforçou: a única forma de reagir à altura dos ataques patronais é com união e mobilização de toda a categoria.

Sem uma verdadeira resistência da base, os trabalhadores terceirizados poderão perder cláusulas importantes da CCT, pois somente o diálogo com as empresas não está sendo suficiente. Os patrões estão interessados exclusivamente em aumentar lucros, usando como justificativa a crise econômica gerada pela pandemia, ignorando o fato de que os trabalhadores não pararam de trabalhar, não reduziram a produção e seguiram a jornada normalmente mesmo diante do risco de contaminação pelo novo coronavírus.

 

 

Entre os direitos que estão em jogo:

– Mudança da data-base de fevereiro para maio, sem uma justificativa plausível;

– Acordo válido somente por um ano;

– Reajuste salarial abaixo da inflação – enquanto que, historicamente, a categoria obtém reajuste acima da inflação, ou seja, com ganho real;

– Pagamento do retroativo parcelado em três vezes e não mais integralmente no mês seguinte ao fechamento do acordo;

– Exclusão do pagamento de almoço do trabalhador que fizer viagem a trabalho com distância superior a 100 km;

– Alteração do acréscimo de tíquete alimentação a partir de quatro horas extras trabalhadas para um novo tíquete a partir de seis horas extras;

–  Inclusão de cláusulas que dificultam o acesso ao vale combustível, como a necessidade de apresentar justificativa à empresa e provar que o trabalhador é proprietário do veículo;

– Retirada da garantia da assistência prestada pelo Sindeletro nas rescisões contratuais, dificultando que os trabalhadores possam cobrar eventuais valores não pagos pelo empregador até o momento da demissão;

– As empresas se negam a discutir cláusulas sobre PLR e jornada de trabalho.

O Sindeletro convoca todos os terceirizados a mostrarem sua força neste momento. É fundamental a participação nas reuniões e o engajamento na luta. A categoria precisa estar informada e atenta aos ataques dos patrões para não aceitar nenhum direito a menos.

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Leia este boletim em PDF: BOLETIM – Reunião Terceirizados – 03.10.20