

Somente após a cobrança do Sindeletro, o Sindienergia aceitou reanalisar a questão e trazer sua resposta na próxima etapa de negociação nesta quinta-feira (01/02)
Na primeira rodada de negociação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) 2018-2020, realizada no dia 25 de janeiro, o Sindicato das Indústrias de Energia e de Serviços do Setor Elétrico do Estado do Ceará (Sindienergia) se negou a manter as cláusulas da CCT 2016-2018 até o fechamento da negociação (a data-base da categoria é 1º de fevereiro). A não manutenção das condições do atual acordo é uma demonstração de total desrespeito das empresas pelos seus empregados. Historicamente, a garantia das cláusulas trabalhistas do acordo vigente foi sempre uma decisão consensuada entre patrões e empregados já na primeira etapa da negociação.
A decisão do Sindienergia causou a indignação da diretoria do Sindeletro. O Sindicato pressionou os representantes dos patrões para que as empresas assegurassem que seus empregados não teriam nenhum direito sustado a partir de 1º de fevereiro. Somente após a cobrança, o Sindienergia aceitou reanalisar a questão e trazer sua resposta na próxima etapa de negociação marcada para ocorrer nesta quinta-feira (01/02), dia que marca a data-base dos terceirizados.
Necessidade de mobilização da categoria
O Sindeletro conclama os(as) trabalhadores(as) terceirizados(as) a se engajarem na negociação da CCT 2018-2020 para assegurarem que nenhum direito do atual acordo será retirado e ainda avançar nas conquistas. Em um momento de inflação baixa, os(as) trabalhadores(as) devem pressionar os patrões por um reajuste maior. Uma de nossas reivindicações é conquistar o piso salarial de dois salários mínimos para a categoria.
É hora de nos prepararmos para defender nossos direitos. Com muita mobilização e unidade, teremos força para conseguir melhores salários e condições mais dignas para nossas famílias. Essa é uma luta coletiva! Não podemos aceitar qualquer perda em nossa convenção coletiva de trabalho. Companheiros e companheiras, temos que estar preparados, principalmente, se for necessário cruzar os braços para pressionar os patrões a negociar.
Confira os principais itens da pauta de reivindicação:
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Reajustes de salário |
FEV/2018 |
FEV/2019 |
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1 – |
Piso salarial mínimo – PSMC |
R$ 1.210,00 |
R$ 1.265,00 |
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1.1 – |
Administrativos |
R$ 1.930,00 |
R$ 2.020,00 |
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1.2 – |
Eletricistas |
R$ 1.930,00 |
R$ 2.020,00 |
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1.2.1 |
Eletricistas Linha Viva (1,25 x Eletricista) |
R$ 2.412,50 |
R$ 2.525,00 |
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1.3 – |
Montador |
R$ 1.930,00 |
R$ 2.020,00 |
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1.4 – |
Leituristas |
R$ 1.930,00 |
R$ 2.020,00 |
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1.5 – |
Eletricistas Motoristas |
R$ 1.930,00 |
R$ 2.020,00 |
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1.6 – |
Técnicos de Segurança |
R$ 3.860,00 |
R$ 4.040,00 |
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1.7 – |
Eletrotécnico |
R$ 3.860,00 |
R$ 4.040,00 |
Obs: Salários superiores ao piso – reposição da inflação mais 4% ganho real
Função Gratificada Motorista/Motoqueiro – acrescentar esta função para os cargos de Eletrotécnico, Técnico de Segurança e Operador de guindauto.
13º Salário – antecipação da primeira parcela em fevereiro de cada ano.
Periculosidade – Manutenção da periculosidade calculada sobre a remuneração.
Participação nos lucros – distribuição de no mínimo uma folha de remuneração igualmente entre todos os trabalhadores.
Ajuda de custo de viagens – atualização dos valores para: Café – R$ 15,00 / Almoço – R$ 32,00 / Janta – R$ 32,00 / Pernoite – R$ 95,00.
Cartão Refeição – 25 cartões fixos de R$ 32,00 em 2018 e R$ 37,00 em 2019. Cartão nas férias e um cartão extra a ser pago até o dia 15 de dezembro (Peru de Natal).
Plano de Saúde – mudança para a Unimed. O plano médico será estendido aos dependentes e às empresas arcarão com 90% do seu valor.
Creche Escola – R$ 310,00, crianças de 3 a 7 anos, o dobro do valor para creche integral para os filhos de 2 meses a 3 anos.
Seguro de vida – valor mínimo da apólice de R$ 95 mil em 2018 e R$ 100 mil em 2019.
Rescisões – continuam sendo realizadas no sindicato. Que seja garantido o pagamento de todos os direitos trabalhistas ao trabalhador que migrar de empresa. Aos trabalhadores que não forem incorporados à nova empresa será garantido plano de saúde por seis meses.
Assédio Moral – Empresas farão campanha de conscientização e adotarão medidas para coibir essa prática. As vítimas terão atendimento psicológico arcado pela empresa.
Jornada de Trabalho – 40 horas semanais, 30 horas semanais para leituristas.
Escala de revezamento – turno de 8 horas, sendo 3 turnos trabalhados e 2 dias de folga.
Experiência Profissional e Segurança – as empresas manterão nos seus quadros pelo menos 50% dos trabalhadores com 10 anos de experiência nas atividades.
Transporte para vítimas de acidente de trabalho – as empresas devem garantir o deslocamento para o tratamento médico e fisioterápico.
30.01.2018_Primeira_rodada_de_negociacao_da_CCT_dos_Terceirizados.pdf