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No último dia 12 de abril, Sindeletro e Sindienergia se reuniram em mediação na Superintendência Regional do Trabalho (SRTE). O sindicato patronal manteve a proposta anterior: reajuste salarial de 70% da inflação, calculada a partir do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC/IBGE), que foi de 11,31% entre 1º de fevereiro de 2015 e 31 de janeiro de 2016. Dessa forma, eles querem um reajuste de apenas 7,91% sobre as cláusulas econômicas: salário, ticket alimentação etc. Como o Sindeletro já alertou em boletim anterior, eles estão propondo, na verdade, uma redução salarial!

Além de propor um reajuste menor que a inflação, o Sindienergia também quer mudar a forma de cálculo do adicional de periculosidade. As empresas querem que os 30% de periculosidade seja calculado a partir do salário base, e não do salário bruto, como é atualmente. O Sindicato ressalta que os patrões não podem ignorar o instrumento presente nos acordos anteriores, baseado na súmula 191 do Tribunal Superior do Trabalho (TST), que afirma que “em relação aos eletricitários, o cálculo do adicional de periculosidade deverá ser efetuado sobre a totalidade das parcelas de natureza salarial”.

O Sindeletro apresentou nova proposta em que o salário dos empregados administrativos, eletricistas, montadores, leituristas e motoristas seria reajustado para R$ 1.584,00 (1,8 salário mínimo), enquanto o de eletrotécnicos e técnicos de segurança iria para R$ 3.168,00. Já o salário dos trabalhadores com nível superior iria para R$ 4.757,00. A nova proposta também prevê ticket alimentação de R$ 24,00, além de ganho real de 3% para os salários acima do piso.

O Sindeletro afirma que no acordo coletivo anterior foi conquistado um piso salarial de 1,42 salários mínimos para eletricistas. Agora, é preciso evoluir para alcançar a meta de dois salários mínimos para eletricistas e também para administrativos, montadores, leituristas e motoristas.

O Sindicato ressalta que a categoria deve estar disposta a lutar. A próxima reunião de mediação na SRTE ficou agendada para o dia 10 de maio. A entidade espera que as empresas respeitem os empregados e apresentem propostas mais justa.