Quinta, 22 Novembro 2018 08:05

Sindeletro cobra explicações da Coelce sobre fechamento de Centros de Serviço Destaque

Na última semana, o Sindeletro tomou conhecimento sobre a pretensão da Coelce de fechar Centros de Serviços no Ceará e, por consequência, desligar e realocar trabalhadores. A diretoria do sindicato solicitou, por meio de ofício, uma reunião com a empresa para cobrar esclarecimentos sobre o assunto. O encontro aconteceu nesta quarta-feira (21/11), com o diretor de recursos humanos da companhia Carlos Ewandro Naegele e outros representantes.

Diante das indagações do Sindeletro, a Coelce explicou que estão sendo realizados estudos preliminares para reestruturação na área técnica, cujo projeto piloto está sendo implantado na região Norte do Ceará. Segundo a empresa, o objetivo é a “eficientização” dos processos com a criação de áreas especializadas. Questionado sobre o impacto do projeto nos empregos, o diretor da empresa disse que não existe a intenção de realizar demissões e ainda levantou a possibilidade de contratações de mais pessoal próprio (primarização).

O Sindeletro destaca que a contratação de pessoal próprio é uma reivindicação antiga dos trabalhadores, registrada em pautas de acordos coletivos anteriores, já que a terceirização irrestrita, massivamente praticada pela Coelce, reduz salários, reforça a desigualdade entre trabalhadores, divide a representação sindical e prejudica a defesa dos direitos da categoria, além de tirar parte do controle da empresa contratante sobre os processos – entre outros problemas. O Sindeletro espera que, de fato, os trabalhadores terceirizados entrem na Coelce.

Segundo estudo do Dieese, no Brasil, a Coelce é a terceira empresa do setor elétrico que mais terceiriza seus serviços, atrás apenas da Ampla e da Celg. Em todo o grupo Enel, o Ceará é o estado com o maior índice: 85% são terceirizados contra 15% não terceirizados. Ao sinalizar esta possibilidade de primarização para reverter esse cenário, a Coelce reconhece os argumentos historicamente apontados pelo movimento sindical sobre os prejuízos causados aos trabalhadores pela terceirização massiva.

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