Segunda, 08 Outubro 2018 15:47

Campanha Salarial 2018: Coelce apresenta primeira contraproposta com retrocessos Destaque

No último dia 4 de outubro, aconteceu a primeira reunião de negociação entre Sindeletro e Coelce sobre o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2018/2020. A empresa apresentou a primeira contraproposta à pauta de reivindicações dos trabalhadores e trabalhadoras, que foi entregue no dia 20 de setembro. O texto não oferece ganho real nas cláusulas econômicas, cobrindo apenas a inflação pelo INPC, e ainda faz alterações no acordo vigente que prejudicam os trabalhadores. Diante do lucro de R$ 828,836 milhões da empresa nos últimos dois anos, o sindicato entende que esta contraproposta afronta a dedicação dos coelceanos que suam diariamente a camisa e defende que a empresa tenha mais compromisso com os seus trabalhadores.

Sobre as diárias, os representantes da Coelce negaram os valores tabelados e as condições reivindicadas na pauta. E mais: não aceitaram nenhuma das novas cláusulas (como piso salarial por nível, adicional de sobreaviso, função dupla e cesta básica) e propuseram ainda a oficialização do banco de horas. Além disso, a empresa quer adequar a cláusula sobre periculosidade à nova legislação, o que gera a redução do adicional. Sobre abono indenizatório, a proposta patronal foi de R$ 3.170,00, muito aquém dos R$ 5.000,00 pleiteados pelos trabalhadores.

Para justificar todas as negativas, a Coelce apontou a conjuntura nacional desfavorável e o argumento de que a maioria das categorias não tem conseguido reajustes salariais com ganho real nas mesas de negociação. Porém, estudos realizados pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) contrariam o argumento da empresa: em 2017, 63,3% das negociações tiveram reajuste acima da inflação; e destas, 78,3% tiveram reajuste de até 1%. O Dieese aponta ainda que, até agosto de 2018, 78,4% das categorias tiveram ganho real. Em relação à categoria urbanitária, da qual os eletricitários fazem parte, 61,8% dos reajustes salariais também tiveram ganho real.

Na avaliação do Sindeletro, a contraproposta da Coelce denuncia a falta de compromisso com os seus trabalhadores, que são os verdadeiros responsáveis pelo lucro líquido de R$ 828,836 milhões, somando os números de 2016 e 2017 – ressaltando que, no último ano, o incremento foi de 10,9%. Conjuntura política e econômica não pode ser usada como desculpa para não atender as reivindicações justas dos trabalhadores que dedicam suas vidas à empresa, tendo em vista que os números milionários e a saúde financeira da companhia permitem muito mais avanços.

A próxima reunião está agendada para o dia 18 de outubro e todos os coelceanos estão convocados a se engajarem na campanha. Somente com unidade e participação podemos mostrar a força da categoria e garantir conquistas.

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