Quarta, 13 Junho 2018 13:13

Trabalhadores da Chesf chegam ao último dia de greve de 72h e aprovam nova paralisação por tempo indeterminado a partir do dia 25/06 Destaque

Nesta quarta-feira (13/06), os trabalhadores da Chesf no Ceará entraram no terceiro e último dia de greve contra a privatização da Eletrobras e o desmonte do setor elétrico nacional. Em assembleia, seguindo orientação do Coletivo Nacional dos Eletricitários (CNE), a categoria aprovou greve por tempo indeterminado a partir do dia 25/06.

O presidente do Sindeletro, Cesário Macedo, faz uma avaliação positiva do movimento grevista de 72h. “Contamos com uma adesão massiva em todo o Brasil e ainda recebemos apoio de diversas centrais sindicais e de outras categorias, mostrando que os trabalhadores estão unidos e articulados contra as investidas do governo golpista e entreguista Temer. Não podemos perder o foco e precisamos intensificar a mobilização”, afirma.

Apoio de entidades
Nesta quarta-feira (13/06), o movimento dos chesfianos recebeu apoio da CUT Ceará, por meio do presidente Will Pereira, do deputado estadual Elmano de Freitas e do Sindicato dos Bancários do Ceará, por meio dos diretores Gabriel Rocha e Robério Ximenes. Todos estiveram presentes em ato realizado na sede da Chesf em Fortaleza. A mobilização dos eletricitários ainda conta com a solidariedade da CTB, Conlutas, MAB, MST e sindicatos de outras categorias, como os assistentes sociais, economistas e rodoviários, além da assessoria do deputado federal Odorico Monteiro.

Negociação cancelada
Na terça-feira (12/06), a liderança dos trabalhadores foi surpreendida com o cancelamento de uma rodada de negociação agendada com a Eletrobras para esta quarta-feira (13). A empresa cancelou a reunião sob o argumento de que só seria realizada caso a greve fosse suspensa. O movimento não aceitou a chantagem e manteve a paralisação.

Reunião com Rodrigo Maia
Na terça-feira (12/06), o CNE esteve reunido com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia. Na ocasião, as lideranças reafirmaram a luta contra a privatização do sistema Eletrobras e pediram que os projetos sobre o tema, em tramitação na Câmara, não fossem votados.

Contrariamente ao que foi divulgado na mídia, os trabalhadores não concordam com a venda das seis distribuidoras da Eletrobras na região Norte e Nordeste. “A luta da categoria é uma luta de todos: geração, transmissão e distribuição. Não abandonaremos nenhum dos companheiros. A ideia do presidente da Câmara é dar continuidade à venda das distribuidoras e congelar os demais projetos sobre o tema. Não concordamos”, reforça a diretora do Sindeletro Luciana Fonseca.









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