Terça, 12 Junho 2018 17:31

Trabalhadores da Chesf no Ceará mantêm resistência no segundo dia de paralisação nacional Destaque

Nesta terça-feira (12/06), segundo dia da greve nacional de 72 horas, os trabalhadores da Chesf no Ceará continuam firmes na luta e dão continuidade à paralisação em Fortaleza e Milagres. A paralisação é um alerta para a população sobre a ameaça à soberania energética do Brasil diante dos planos de privatização do governo golpista Temer.

Os trabalhadores do Ceará mantêm a resistência respeitando a determinação do Tribunal Superior do Trabalho (TST) de que devem ser mantidos 75% dos empregados da empresa em atividade. O movimento conta com apoio de diversas entidades, como MAB, MST e Sintro, que estiveram presentes em ato na manhã desta terça-feira em frente à sede da Chesf em Fortaleza.

“A grande adesão dos trabalhadores e o apoio de vários movimentos sindicais mostram que estamos unidos diante de uma conjuntura tão adversa. Estão querendo entregar o patrimônio brasileiro ao mercado financeiro e quem vai pagar a conta é a população. Por isso não podemos recuar”, alerta a diretora do Sindeletro, Luciana Fonseca.

Reunião com Rodrigo Maia

Ainda nesta terça-feira (12), a representação dos trabalhadores, por meio do Coletivo Nacional dos Eletricitários (CNE), esteve reunida com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia. “O movimento está forte e bem articulado politicamente, por isso conseguimos abrir essas linhas de negociação com Eunício Oliveira e Rodrigo Maia, que são articulações de extrema importância”, diz Luciana, lembrando o encontro com o presidente do Senado, no último mês de maio. Na ocasião, Eunício havia garantido que a MP 814/2017, que acabou perdendo a validade em 1º de junho, não seria votada na Casa em 2018.

Indicativo de Greve

O Coletivo Nacional dos Eletricitários (CNE) lançou indicativo de greve por tempo indeterminado para o dia 25/06. Na manhã desta quarta-feira (13/06), terceiro e último dia de greve, será realizada assembleia com os trabalhadores da Chesf no Ceará para avaliar o movimento e deliberar sobre a nova paralisação indicada pelo coletivo. “É de fundamental importância a participação de todos, pois vamos decidir os próximos passos da nossa luta”, completa Luciana.



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