Sexta, 02 Fevereiro 2018 17:35

Sindienergia nega a trabalhadores(as) terceirizados(as) renovação das cláusulas da atual convenção coletiva e quer retirar direitos Destaque

Em uma clara demonstração de desrespeito e intransigência, o Sindicato das Indústrias de Energia e de Serviços do Setor Elétrico do Estado do Ceará (Sindienergia) negou a seus empregados a manutenção das cláusulas da atual Convenção Coletiva de Trabalho (CCT 2016-2018) enquanto durarem as negociações do novo acordo. A decisão foi colocada à mesa durante a segunda rodada de negociação, realizada nesta quinta-feira (1º de fevereiro), entre o Sindicato dos Eletricitários do Ceará (Sindeletro) e os representantes dos patrões. Desde 2005, a garantia das cláusulas trabalhistas do acordo vigente vinha sendo acordada entre patrões e empregados.

Desde a primeira rodada de negociação, no dia 25 de janeiro, os representantes do patronato vinham expressando que não tinham qualquer disposição em manter as cláusulas da atual convenção. Isso significa que a partir do último 1º de fevereiro, data-base dos(as) trabalhadores(as) terceirizados(as), a categoria passou a não ter qualquer garantia que suas empresas irão cumprir o que está assegurado no atual acordo. Este é um momento extremamente grave que evidencia como os patrões querem conduzir a negociação com a categoria. O Sindeletro alerta que é muito importante que os empregados das empresas terceirizadas comecem a se mobilizar para manter o que já conquistamos ao longo dos anos.

Direitos descumpridos

Durante a segunda rodada de negociação, o Sindienergia anunciou ainda que vai deixar de cumprir a 10ª cláusula da atual CCT que trata do pagamento da periculosidade. Os patrões querem pagar o percentual de 30% da periculosidade não mais sobre o total da remuneração dos seus trabalhadores, mas agora sobre o salário-base. A mudança vai reduzir drasticamente o valor a que os(as) trabalhadores(as) têm direito. O Sindienergia também negou novas cláusulas como a antecipação do pagamento do 13º salário para fevereiro; a criação do benefício da creche-escola; a redução da jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas semanais e outros importantes itens da pauta de negociação.

O Sindeletro conclama os(as) trabalhadores(as) terceirizados(as) a se mobilizarem em suas empresas e a se unirem ao Sindicato para mostrar força nas próximas etapas de negociação. A próxima reunião entre o Sindeletro e o Sindienergia está agendada para o dia 21 de fevereiro (quarta-feira), às 14 horas.

O presidente do Sindeletro, Cesário Macêdo, afirma que a categoria pode impedir retrocessos somente demonstrando força e fazendo pressão sobre os patrões. “Os trabalhadores têm que lutar porque, até o que eles tinham garantido na convenção, as empresas, de uma hora pra outra, não renovaram. Então, não tem mais nenhuma cláusula garantida. Se não houver luta, os patrões poderão retirar tudo o que foi conquistado até agora”. Na próxima semana, o Sindeletro fará visita às empresas para conversar com os(as) trabalhadores(as) terceirizados(as) sobre a negociação da CCT 2018/2020 e mobilizar a categoria.

Companheiros e companheiras, é muito importante que estejamos unidos para evitar os ataques aos nossos direitos trabalhistas e avançar nas negociações!  A hora é de mobilização e de resistência!

Temos que estar preparados, principalmente, se for necessário cruzar os braços para pressionar os patrões a negociar.

 

 

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