Segunda, 29 Janeiro 2018 17:39

Chesfianos(as) iniciam campanha salarial com unidade e luta contra projetos que ameaçam conquistas Destaque

A campanha salarial dos trabalhadores e trabalhadoras da Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf) no Ceará começou com a demonstração de unidade da categoria. A assembleia convocada pelo Sindeletro, realizada na manhã desta segunda-feira (29/01) em Fortaleza e em Milagres, teve ampla participação dos chesfianos e das chesfianas. Durante a assembleia, os(as) trabalhadores aprovaram  a Pauta de Reivindicação Nacional do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2018/2020 que será apresentada à Eletrobras. Também foram aprovadas sugestões de ajustes que serão repassadas para a coordenação nacional da campanha.

Na assembleia, os(as) trabalhadores(as) da Chesf aprovaram ainda a contribuição de fortalecimento sindical, que representará 4% sobre o salário-base. O valor será descontado após o fechamento do ACT 2018/2020, distribuído ao longo de quatro meses.

Durante a reunião, os chesfianos também discutiram temas de interesse da categoria. Um dos assuntos em debate foi a Resolução nº 23, de 18 de janeiro de 2018, do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, publicada no Diário Oficial da União. A medida estabelece um teto de gastos com saúde para as empresas estatais. De acordo com as novas regras, o teto de gastos com saúde dos funcionários públicos será o mesmo de 2017, reajustado em 10% ou o valor equivalente a 8% da folha de salários, prevalecendo o que for menor.

Pela resolução, as empresas estatais terão um prazo de 48 meses para migrarem para um sistema paritário de contribuição aos planos de saúde, sendo 50% para as empresas e 50% para os funcionários. Atualmente, a média é de 75% para as estatais e de 25% para os empregados. No caso dos trabalhadores da Chesf, o custeio por parte da empresa é de 90%. Isso significa que a alteração vai comprometer significativamente o salário dos chesfianos que têm mais gastos com saúde. Desta forma, os trabalhadores decidiram na assembleia desta segunda-feira que vão se mobilizar para se opor à resolução.

Outro ponto de pauta entre os trabalhadores da Chesf foi o cancelamento, a partir de 1º de março, do acordo de reciprocidade entre a Fundação Chesf de Assistência e Seguridade Social (Fachesf) e as empresas de plano de saúde Unimed e Camed. Na assembleia, os chesfianos relataram problemas graves como a falta de médicos especialistas e carência na estrutura dos planos. A categoria pediu à diretoria do Sindeletro que atue para garantir a plenitude do serviço aos trabalhadores. Para atender a essa demanda, o Sindeletro orientou aos trabalhadores que registraram reclamações junto à Ouvidoria da Fachesf sobre o assunto que remetam cópias desses processos para a entidade pelo email Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. .

O Sindeletro reforça que todas as medidas adotadas pelo Governo Federal de retirar conquistas dos trabalhadores da Chesf/Eletrobras fazem parte de um projeto neoliberal que foi derrotado nas urnas e, por isso, não tem qualquer legitimidade. O Sindicato conclama os chesfianos e as chesfianas a se manterem unidos e se engajarem no processo de negociação do ACT 2018/2020. Só com a mobilização, a categoria poderá conseguir resistir e assegurar seus direitos e avançar em conquistas. 

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