Segunda, 30 Outubro 2017 16:59

Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte realiza audiência pública sobre os impactos da privatização da Eletrobras/Chesf Destaque

Uma das ações da agenda de lutas do movimento nacional contra a privatização da Eletrobras/Chesf tem sido a realização de audiências públicas em parlamentos espalhados por todo o Brasil. Os debates têm proporcionado um esclarecimento da população sobre os prejuízos da venda do setor elétrico brasileiro. A entrega das Eletrobras e de suas subsidiárias, entre elas a Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf), ao capital estrangeiro é um ataque à soberania nacional e terá impactos imediatos como o aumento da energia elétrica. Para dar visibilidade a esse debate, a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte realizou, na tarde desta sexta-feira (27), audiência pública. Foi o último parlamento estadual nordestino a realizar esse debate. A discussão em Natal foi proposta pelo deputado Fernando Mineiro (PT-RN).

O diretor do Sindicato dos Eletricitários do Ceará (Sindeletro) e secretário geral da Federação Regional dos Urbanitários do Nordeste (Frune), Flávio Uchoa; e o secretário de Energia da Frune, Fernando Neves, participaram da audiência pública. Uchoa destacou, em sua fala durante o debate, a crença de que a grande mobilização nacional realizada pelas federações e sindicatos do setor elétrico, movimentos populares, parlamentares de todos os partidos, e sociedade em geral vai barrar a tentativa do governo golpista de Michel Temer de vender a Eletrobras/Chesf. “A Frente Nacional em Defesa da Chesf já conquistou o apoio de mais de 240 parlamentares em todo o Brasil”.

O ex-diretor de operações da Chesf, o engenheiro Mozart Bandeira, foi convidado para o debate. Em sua fala, ele apresentou um panorama sobre a importância da Companhia para a região Nordeste, principalmente, por seus projetes estruturantes como a construção das barragens do Rio São Francisco. “É um absurdo querer entregar isso pra iniciativa privada. Eu não sou contra o capital privado. Eles podem vir fazer algo novo, mas não mexer naquilo que já existe, no que já está pronto. Principalmente num dos maiores reservatórios de água do Brasil, afetando o Nordeste, que tanto precisa”.

Ari Filho, representante do Sindicato dos Eletricitários do Rio Grande do Norte (Sintern), lembrou que o rio São Francisco representa sobrevivência para o povo nordestino, não só pela água, mas pela energia que disponibiliza. “Essa audiência é vitoriosa, porque estamos trazendo um debate aqui pro RN. Já fizemos em todo o Nordeste e só faltava aqui. Temos que mostrar que somos contrários e que alternativas já estão sendo criadas. Todos nós vamos resistir e dizer ‘não’ a essa privatização. Mexeu com o São Francisco e com a CHESF, nós viramos carranca”, protestou.

A senadora Fátima Bezerra (PT), que compõe a Frente Parlamentar em Defesa da Soberania Energética e Nacional, juntamente com mais de 220 deputados, disse que é impossível imaginar o desenvolvimento do Nordeste com a Chesf nas mãos da iniciativa privada. “Estamos tratando aqui de um dos maiores e mais importantes ativos que o Brasil possui, que contribui para o desenvolvimento e a soberania nacional. Estamos falando da maior empresa estatal da América Latina, em termos de energia elétrica, que dá segurança hídrica à população e controla a gestão das águas do São Francisco”, esclareceu a senadora. (Com informações do site da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte

 

Veja momentos da audiência pública em Natal









O diretor do Sindicato dos Eletricitários do Ceará (Sindeletro) e secretário geral da Federação Regional dos Urbanitários do Nordeste (Frune), Flávio Uchoa; e o secretário de Energia da Frune, Fernando Neves

 

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