Terça, 17 Outubro 2017 12:32

Audiência Pública na Assembleia Legislativa da Bahia discute prejuízos da privatização da Eletrobrás/Chesf Destaque

A luta contra a privatização da Eletrobras e de suas subsidiárias, entre elas a Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf), está se espalhando por todo o Brasil. No Nordeste, a mobilização, coordenada pela Federação Regional dos Urbanitários do Nordeste (Frune), ganha cada vez mais força. Um dos principais motivos para a intensificação da luta contra a venda das empresas do sistema Eletrobras tem sido a realização de audiências públicas nos parlamentos nordestinos que ajudam a divulgar os prejuízos que serão gerados para a população nordestina caso a Eletrobras/Chesf seja vendida. Nesta terça-feira (17/10), foi a vez da Assembleia Legislativa da Bahia realizar o debate.

A audiência pública "A possível privatização da Eletrobras/Chesf" teve a participação da Comissão de Infraestrutura, Desenvolvimento Econômico e Turismo; e Comissão Especial de Desenvolvimento Urbano da Assembleia Legislativa da Bahia. Representantes de sindicatos e movimentos populares que lutam contra a privatização do setor elétrico nacional fizeram uma caminhada até o prédio da Assembleia Legislativa da Bahia onde foi realizada a audiência pública.

Assim como ocorreu na Câmara Municipal de Paulo Afonso, no último dia 9 de outubro, o debate em Salvador contou com a participação da população indígena que mora em terrenos por onde passam as linhas de transmissão da Chesf. A principal preocupação dos índios é que a venda da Chesf para estrangeiros significará prejuízos para o seu povo.

As federações e sindicatos do setor elétrico denunciam ainda que a privatização da Chesf significará a privatização das águas do rio São Francisco, já que a companhia é responsável pela gestão das águas do Velho Chico. Os recursos hídricos do rio servem tanto para a geração de energia, quanto para o consumo humano, para a pesca, para o transporte e para a irrigação. A Chesf é uma empresa que teve (e tem) grande importância para o desenvolvimento do Nordeste e foi responsável por obras estruturantes como a construção de usinas e barragens.

O diretor do Sindicato dos Eletricitários do Ceará (Sindeletro) e secretário geral da Frune, Flávio Uchoa, que esteve presente à audiência pública na Bahia, destaca que é muito importante que os parlamentares nordestinos, independente de cor partidária, estejam se engajando a luta contra a privatização da Eletrobras/Chesf. “Esse movimento tem tomado um corpo maior. São mais de 240 parlamentares envolvidos nessa luta”. Nesta quarta-feira (18/10), a Câmara Municipal da Parnaíba (PI) realizará também audiência pública para tratar da privatizações do setor elétrico. A audiência foi solicitada pelo Sindicato dos Urbanitários do Piauí (Sintepi).

 

Reunião com a procuradora geral da República

Dentro da agenda de luta contra a privatização da Eletrobras/Chesf, a Frente Parlamentar Nacional em Defesa da Chesf do Congresso Nacional se reunirá nesta quarta-feira (18/10) com a procuradora-geral da República, Raquel Dodge. O deputado Danilo Cabral (PSB), presidente da Frente se fará acompanhado de senadores, deputados e representantes sindicais do setor elétrico.


Dirigentes sindicais, movimentos populares e indígenas fizeram uma caminhada até o prédio da Assembleia Legislativa da Bahia onde foi realizada a audiência pública


Índios temem que a venda da Chesf para estrangeiros ameace suas comunidades



Audiência Pública da Assembleia Legislativa da Bahia discutiu os prejuízos para a população caso a Eletrobrás seja vendida



O debate no parlamento estadual baiano teve ampla participação


A Frune tem articulado a composição de uma grande rede de apoios à luta nacional contra a venda da Eletrobras/Chesf



O diretor do Sindeletro e secretário geral da Frune, Flávio Uchoa (em segundo plano na imagem), participou da audiência pública realizada na Assembleia Legislativa da Bahia

 

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