Quarta, 09 Agosto 2017 16:06

Frente em Defesa do Setor Elétrico se reúne para discutir estratégias contra privatizações Destaque

O plano de lutas contra a ameaça de privatização das empresas do sistema Eletrobras, inclusive a Companhia Hidroelétrica do São Francisco (Chesf), inclui mobilizações por todo o Brasil. Na capital federal, a Frente Parlamentar em Defesa do Setor Elétrico realizou, nesta terça-feira (08/08), reunião de trabalho com a presença de parlamentares, movimentos sociais e sindicais.

A deputada federal Erika Kokay (PT-DF), coordenadora da Frente, disse que o Brasil vive uma ruptura democrática que ameaça a soberania nacional. “Estamos vivendo sob a lógica de um governo que retira direitos e entrega o patrimônio do povo brasileiro para pagar as contas de um golpe continuado contra a democracia”, afirmou a deputada. “A privatização do setor elétrico é uma ameaça ao desenvolvimento nacional, além de medida que penalizará os mais pobres, tendo em vista o aumento das tarifas de energia pelo setor privado”, completou a parlamentar.

Os presentes na reunião manifestaram preocupação com os rumos do setor elétrico no governo de Michel Temer. Um dos graves indícios de que o governo federal está empenhado em privatizar as empresas do sistema Eletrobras foi a abertura pelo Ministério de Minas e Energia (MME) de consultas públicas com o objetivo de alterar o marco regulatório do setor. O exíguo prazo para o recebimento de sugestões, em torno de 45 dias, denota que os textos propostos pelo governo e que sinalizam para a abertura do setor ao mercado não devem ser alterados.

O Coletivo Nacional dos Eletricitários (CNE) questionam o prazo das consultas públicas. “Em 45 dias discutir e alterar todo o marco regulatório que foi debatido por uma década nos anos 90”, diz carta do Coletivo, que denuncia o objetivo da proposta: privatizar os ativos que hoje estão sob o comando estatal, ampliando a energia comercializada no mercado.

Ao contrário do Brasil, nos países “centrais”, a privatização de áreas essenciais para o avanço econômico e o progresso nacional é uma medida descartada há anos. “Países como Alemanha, Estados Unidos e Austrália, barraram investimentos chineses da ordem de US$ 38 bilhões, alegando, justamente, questões de segurança e soberania nacional”, disse Fabíola. (Com informações da Federação Nacional dos Urbanitários)

 

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