Quinta, 25 Maio 2017 11:45

Maior marcha da história: 200 mil pessoas se manifestam em Brasília contra as reformas Destaque

As ruas amanheceram coloridas com metalúrgicos, bancários, rurais, petroleiros, químicos, servidores, professores, enfermeiros, o pessoal da construção, segurança e serviços.

A capital federal parou demostrando claramente que Temer não tem como governar, tem de sair. Não é apenas um presidente denunciado é investigado, como é o homem indicado pelo mercado para acabar com os direitos sociais e trabalhistas. Ficou claro também que a população não quer eleição indireta, quer votar para presidente.

A marcha, organizada pela CUT e demais centrais sindicais e movimentos sociais, saiu por volta do meio dia da frente do Estádio Mané Garrincha e seguiu organizada e absolutamente tranquila até a frente do Congresso Nacional, onde uma barreira da Polícia Militar e Polícia Legislativa do Distrito Federal impediu que os manifestantes ocupassem o gramado.

Enquanto dirigentes e Deputados Federais e Senadores faziam discursos,  as forças de segurança do DF de forma truculenta atacaram os manifestantes, entre eles, crianças e idosos, que estavam pacificamente se manifestando por seus direitos e contra o presidente ilegítimo, golpista e corrupto.

Temer se aproveitou da confusão e mandou a Força de Segurança Nacional às ruas. Segundo o governo, era preciso garantir a lei e a ordem. A ordem, que inclui balas de borracha e gás lacrimogêneo, pode ser cumprida em qualquer lugar do Brasil.

Para o presidente da CUT, Vagner Freitas, Temer mais uma vez mostra que é fraco e covarde. "Tão covarde que tentou esconder uma manifestação  pacífica de mais de 200 mil pessoas contra suas reformas neoliberais atrás de um nuvem de gás lacrimogêneo. E tão fraco que correu para se esconder atrás das Forças Armadas. Fora, fraco. Fora, covarde. Fora, Temer". (Fonte: CUT Brasil) 


Nota pública 
A Central Única dos Trabalhadores (CUT) lançou uma nota repudiando o ato de violência praticado pelo governo ilegítimo de Michel Temer (PMDB) de convocar o Exército Brasileiro para reprimir a grande marcha de trabalhadores e trabalhadoras brasileiros(as) contra as reformas da previdência e trabalhista realizada nesta quarta-feira (24/05) em Brasília.
Mais de 200 mil pessoas tomaram as ruas do Planalto Central em uma manifestação pacífica e legítima para exigir a imediata retirada das propostas de reformas enviadas ao Congresso Nacional que retiram conquistas históricas da classe trabalhadora. Nós, brasileiros e brasileiras, também recusamos a tentativa de um novo golpe arquitetado pelo Congresso Nacional de realizar eleição indireta para presidente com a provável saída de Michel Temer.
Exigimos Diretas Já! 

Confira a nota lançada pela CUT:

O eixo monumental de Brasília foi tomado por 200 mil manifestantes que protestaram de forma pacífica contra as reformas trabalhista e da Previdência exigindo a retirada imediata das propostas do Congresso, recusaram o "golpe dentro do golpe" com eleição indireta de presidente, defenderam que a palavra tem que ser dada ao povo soberano em eleições diretas já!

A participação da CUT, em unidade com todas as centrais, foi importante para o sucesso do Ocupa Brasília.

Mas, quando o início da Marcha chegou próximo ao Congresso Nacional, o Estado mostrou sua falta de preparo para receber uma manifestação democrática e a polícia, mais uma vez, agiu de forma repressora como sempre faz em atos de trabalhadores e trabalhadoras, que hoje, em Brasília, exerciam seu legítimo direito de manifestação. Milhares de mulheres, e homens, jovens e crianças foram recebidos com balas de borracha e gás lacrimogêneo.

Temer se aproveitou disso para invocar as Forças Armadas para a defesa da "ordem", lembrando os piores momentos da ditadura militar. A CUT e as demais centrais não vão esmorecer na luta em defesa dos direitos e da democracia, devendo reunir-se para discutir a continuidade da luta e, continuando a tramitar as reformas, adotar o chamado a uma nova greve geral maior do que paralisou o Brasil em 28 de abril.  


A luta continua!
Nenhum direito a menos!
Fora Temer!
Diretas já!

 

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