Sexta, 09 Setembro 2016 16:59

Trabalhadores da Logos reivindicam retroativo

O Sindicato dos Eletricitários do Ceará (Sindeletro) realizou, na manhã desta sexta-feira (09/09), reunião em frente a uma agência de atendimento da Companhia Energética do Ceará (Coelce) de Fortaleza. A principal reivindicação dos trabalhadores é o pagamento do retroativo pela empresa terceirizada Logos, cuja data limite era até ontem, dia 8 de setembro.

A Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) 2016/2018 das empresas terceirizadas foi assinada no dia 29 de agosto. O Sindeletro já havia comunicado à empresa que não aceitaria um acordo à parte, uma vez que a CCT já está em vigor, acordada com os trabalhadores e com o sindicato patronal.

Caso a situação persista, o sindicato, juntamente com os trabalhadores, irá tomar as medidas cabíveis de modo a pressionar a Logos e a Coelce para o cumprimento da CCT acordada. Na reunião de entrega da pauta dos trabalhadores da Coelce, na última terça-feira (06/09), a diretoria do Sindeletro informou ao diretor de Recursos Humanos da companhia, Carlos Ewandro Naegele, acerca do impasse com a empresa Logos. O sindicato também denunciou sobre as condições de trabalho das lojas de atendimento

Assédio

Os trabalhadores das lojas de atendimento da Coelce, da capital e do interior, têm sofrido com assédio moral por parte da Logos, com carga horária extensa e pressão psicológica. Muitos deles, inclusive, têm feito hora extra sem nenhum tipo de pagamento.

Por conta da reunião realizada nesta sexta-feira (09/09) com o sindicato, o gerente geral de operações da Logos, Diego Carvalho, mostrou mais uma vez o tratamento dado pela empresa aos trabalhadores, ao intimidá-los por meio de informativo, insinuando uma possível repressão ostensiva e indo contra o direito de se manifestarem. O Sindeletro ressalta que todos os trabalhadores têm direito de se organizarem e se manifestarem coletivamente, garantido na Constituição Federal e na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

O sindicato convoca todos os trabalhadores e trabalhadoras a ficarem atentos às próximas manifestações. Não podemos deixar que a tirania da empresa nos intimide. Continuaremos unidos na luta para garantir nossos direitos!

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