Sexta, 15 Julho 2016 23:03

Nota de repúdio ao CNE

Os trabalhadores da Companhia Hidroelétrica do São Francisco (Chesf) no Ceará repudiam a condução das negociações do Coletivo Nacional dos Eletricitários (CNE) com a Eletrobras.

Para chesfianos e chesfianas, o papel do Coletivo é de organizar e chamar os trabalhadores à luta e não o de rebaixar a proposta, como ocorreu no momento em que o CNE abriu mão do ganho real e se sujeitou ao parcelamento do reajuste salarial logo na primeira rodada.

No entendimento dos trabalhadores, o CNE jamais deveria acatar passivamente uma proposta, posta pela empresa, que fosse insatisfatória para a categoria. É função do Coletivo orientar a categoria, desafiá-la, mas no intuito de possibilitar avanços para a classe trabalhadora, que está sob um ataque feroz de perda de direitos e risco de privatização do setor elétrico por parte do governo golpista-neoliberal.

Além disso, a suspensão da greve por tempo indeterminado, antes mesmo da retomada das negociações, gerou indignação entre os trabalhadores, que entenderam como indisposição do Coletivo de reivindicar, de fato, os anseios de todos os trabalhadores do sistema Eletrobras. Arrefeceu o único movimento que tinha sido tirado a nível nacional!

Diante do ocorrido, durante a última assembleia do dia 13 de julho, a maioria dos trabalhadores da Chesf votou, como forma de protesto, pela abstenção no encaminhamento do CNE de suspender a greve. No total, foram 13 votos a favor do fim da greve, 7 pela continuação e 97 pela abstenção, além do encaminhamento, por unanimidade, de publicação desta nota.

Os trabalhadores consideram importante a união da categoria na luta pela manutenção das conquistas e contra o retrocesso do governo golpista!

Compartilhe

Voltar

Vídeo