Segunda, 13 Junho 2016 13:30

Chesfianos indignados rejeitam proposta da Eletrobras nesta segunda-feira (13/06)

Assembleia deliberativa desta segunda-feira (13/06), na Companhia Hidroelétrica do São Francisco, em Fortaleza e Milagres, rejeitou, por unanimidade, a proposta da Eletrobras, cujo principal ponto é o reajuste salarial abaixo da inflação, de 5%. Além disso, a pauta inclui a mudança da data base para outubro e a vigência do acordo por dois anos.

A reivindicação da categoria é de um aumento que contemple a inflação, por meio do Índice de Preço ao Consumidor Amplo (IPCA), de 9,32%, mais ganho real de 1,7%, correspondente à média de produtividade nos últimos três anos.

Durante o debate desta segunda-feira, os trabalhadores destacaram o desrespeito da proposta da Eletrobras com a categoria, ressaltando a difícil situação política que vive o país, com o setor elétrico em risco de privatização.

Como forma de fortalecer a luta, os empregados da Chesf paralisaram na última semana, no dia 8, e realizaram assembleia no dia 9 de junho, com o intuito de pressionar o andamento das negociações que ocorriam em Brasília.

Na assembleia desta segunda-feira, os empregados também solicitaram ao Coletivo Nacional dos Eletricitários (CNE) uma posição mais firme, assim como um calendário de luta. No dia 22, está marcada nova reunião das entidades sindicais com a Eletrobras para uma nova rodada de negociações, em que o Sindeletro e os trabalhadores esperam receber um posicionamento que possa contemplar a categoria.

Já sobre a Participação de Lucros e Resultados (PLR) 2015, a comissão paritária voltará a se reunir no próximo dia 16, devido às discordâncias entre a Eletrobras e as entidades sindicais na reunião do último dia 8.

Fundos de pensão

Foi informado, durante a assembleia desta segunda-feira, que o Sindeletro também se fará presente na luta contra o Projeto de Lei Complementar (PLP) 268/2016, que será votado nesta terça-feira (14/06), na Câmara dos Deputados, em Brasília. Essa PLP retira direitos de representação dos participantes dos fundos de pensão na gestão dos seus próprios recursos, representando mais um retrocesso do governo vigente.

O sindicato será representado pela diretora Joelbia Maia, que também é coordenadora da Regional VI da Associação Nacional dos Participantes dos Fundos de Pensão (Anapar).

Diante da difícil conjuntura política e econômica, precisamos nos unir para além dos nossos interesses pessoais, na luta contra o retrocesso. Trabalhadores, unam-se a nós na luta! Juntos somos mais fortes!

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