Sexta, 10 Junho 2016 12:57

Sindeletro convoca trabalhadores da Chesf para assembleia deliberativa nesta segunda-feira (13/06)

Está marcada para a próxima segunda-feira (13/06) assembleia deliberativa dos trabalhadores da Companhia Hidroelétrica do São Francisco (Chesf), às 8h, em Fortaleza e Milagres. Na ocasião, será discutida e deliberada a contraproposta da empresa relativa ao Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2016/2017.

No último encontro em Brasília, no dia 8, a empresa renovou as cláusulas sociais vigentes e deixou ainda em aberto as negociações dos pontos elencados abaixo:

As empresas Eletrobras propõem a alteração da data base de 1º de maio para 1º de outubro, tendo como efeito, os seguintes procedimentos:
1) Reajuste, em 1º de maio de 2016, das Tabelas Salariais em 5,00 % (cinco por cento),
2) Aplicação do mesmo percentual (5,00%) previsto no item anterior para correção de vantagens e benefícios, no que couber;
3) A quitação dos reajustes retroativos citados nos itens “1” e “2” será efetivada na folha de pagamento de junho;
4) O Acordo Coletivo de Trabalho terá vigência de 24 meses, a partir de 1º de outubro de 2016 até 30 de setembro de 2018, mediante formalização de termo aditivo ao ACT vigente;
5) Manutenção de todas as cláusulas do Acordo Coletivo de Trabalho e demais instrumentos de negociação coletiva vigentes;
6) Com isso, a negociação do ACT Nacional e Específico passarão para a nova data base (1º outubro).
7) A prorrogação da licença paternidade prevista na Constituição Federal será implementada a partir de 1º de junho de 2016, com extensão de 25 (vinte e cinco) dias, ficando desta forma estabelecido que a licença paternidade passará a ser de 30 dias.

Nós, do Sindeletro, consideramos a proposta da Eletrobras uma afronta ao trabalhador, uma vez que se utiliza de uma demanda anteriormente solicitada, de mudança da data-base, como manobra em um momento de instabilidade do governo. Além disso, a falta de garantias de novas negociações do reajuste em outubro nos deixa em situação de insegurança.

A diretora do Sindeletro, Luciana Fonseca, destaca que o objetivo da Eletrobras de manter o acordo por dois anos é uma forma de tirar a pressão do governo, em um momento político importante na luta contra a privatização e a retirada de direitos dos trabalhadores.

Luciana também ressaltou que, durante a reunião em Brasília, do último dia 8, houve total desrespeito da Eletrobras, na figura do diretor administrativo Alexandre Aniz. Marcada para 10h, ele se apresentou com mais de cinco horas de atraso. “A reunião foi pautada, logo de início, pela demonstração da falta de respeito. Não é a primeira vez que somos ultrajados pela Eletrobas, com propostas que são colocadas em mesa e depois não são cumpridas”, afirmou.

Em relação à Participação de Lucros e Resultados (PLR), ficou acertado que haverá uma nova reunião nos dias 15 e 16, com a finalidade retomar as negociações da comissão.

É importante que os trabalhadores fiquem atentos. O momento exige atitude com as decisões que teremos de tomar e que afetarão nossas vidas e de nossos dependentes.

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