Quinta, 14 Abril 2016 18:06

Coelce/Enel: demissões em série e perda de qualidade dos serviços

A Coelce vem demitindo um número abusivo de trabalhadores sem justa causa desde dezembro de 2015. Em menos de quatro meses, foram 40 demissões. A maioria entrou na Companhia antes da privatização, ocorrida em 1998. Ao mesmo tempo em que reduz a mão de obra, a qualidade dos serviços da empresa também vem caindo, segundo dados das agências de regulação. Mesmo num cenário de recessão mundial, os lucros continuam aumentando, pois a população não pode ficar sem energia elétrica nem optar por outra empresa.

De acordo com dados da Companhia, o lucro líquido em 2015 foi de R$ 363 milhões, enquanto em 2014 foi de R$ 251,5 milhões. Houve um crescimento de 44,3%. Já a receita bruta teve um aumento de 36,1%, totalizando R$ 6,3 bilhões em 2015.

As demissões ocorridas invariavelmente implicam em perda de qualidade nos serviços. O Sindeletro entende que a Coelce está obtendo lucros exorbitantes à custa da população e dos trabalhadores. A única preocupação da empresa é com as remessas de dinheiro do Ceará para a Itália. O sucateamento do patrimônio físico, intelectual e humano não parece ter importância.

A entidade, representada pelo diretor financeiro Flávio Uchôa, denunciou as ações da empresa na reunião dos trabalhadores do grupo Enel na América Latina, realizada na última semana em Buenos Aires. O encontro foi organizado pelas federações Industriall e Internacional de Serviços Públicos (ISP) e contou com representação de trabalhadores argentinos, brasileiros, chilenos, colombianos, panamenhos e peruanos.

Para o Sindeletro, a Coelce e a sua controladora italiana Enel extrapolaram todos os limites da falta de respeito com os trabalhadores e com a população cearense. A entidade vai buscar todas as instâncias possíveis para a reintegração dos funcionários demitidos!

*Nota publicada na edição do dia 13 de abril do jornal Diário do Nordeste, na página 12 do caderno Nacional.

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