Terça, 24 Novembro 2015 15:02

Grupo Enel faz distinção entre trabalhadores através de acordos coletivos

No início deste mês, foi assinado, no Rio de Janeiro, o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2015/2017 dos eletricitários da Ampla. Apesar de ser do mesmo grupo econômico da Coelce, seu ACT apresenta mais vantagens para os trabalhadores. Enquanto a Coelce só ofereceu um abono salarial com mínimo de R$ 1.914,00 (1º e 2º ano) os trabalhadores da ampla vão receber abono com mínimo de R$ 2.500,00 (1º ano) e R$ 3.200,00 (2º ano).

E as diferenças não param por aí. Enquanto na Coelce o tíquete alimentação tem valor unitário de R$ 24,25, o ACT da Ampla apresenta tíquete de R$ 33,00. Fica difícil entender tamanha diferença. Para o Sindeletro, os trabalhadores da Coelce merecem benefícios tão bons quanto os da Ampla. Afinal, lá e cá, as categorias suam a camisa para as empresas.

Os bons resultados desse esforço podem ser vistos nos demonstrativos financeiros da Coelce, por exemplo. O ano de 2015 foi excelente para a empresa, embora tenha sido um ano amargo para muitos setores econômicos no Brasil. No primeiro trimestre, a Coelce apresentou um lucro líquido de R$ 132 milhões, no segundo trimestre, acumulou R$ 89, 37 milhões e, neste terceiro trimestre, ainda registrou acúmulo de R$ 92 milhões. Nada mal, não é?

Já a Ampla não teve resultados tão expressivos em 2015. Seu lucro líquido no primeiro trimestre foi de R$ 16 milhões. Nos dois trimestres seguintes, apresentou lucros negativos de R$ 34,71 milhões e R$ 12 milhões. Apesar disso, os trabalhadores conquistaram um bom ACT. O que explica então a “choradeira” da Coelce durante toda a campanha salarial que iniciou em agosto de 2014 e ainda segue na justiça? É apenas má vontade e ingratidão com seus trabalhadores.

O Sindeletro seguirá na luta dos trabalhadores da Coelce por um ACT justo e que reflita o bom momento da empresa. Não podemos aceitar diferenças entre acordos coletivos de duas empresas do mesmo grupo econômico. A Coelce não pode ser vista como “a vitrine do grupo” sem repassar os louros para a categoria.

Dissídio

O embargo declaratório (pedido de revisão de sentença) do Sindeletro para corrigir equívoco da cláusula 15ª, que trata das diárias, ainda não foi analisado pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT). Dessa forma, a ação de dissídio segue na justiça e a categoria será informada quando os embargos forem julgados pelo desembargador relator.

TST adia julgamento de ação da Coelce contra decisão do pagamento do piso dos engenheiros

O ministro do Tribunal Superior do Trabalho Emmanoel Pereira adiou, no dia 17 de novembro, o julgamento da ação rescisória da Coelce que suspende decisão anterior da justiça de implantar piso de 8,25 salários mínimos para os engenheiros da empresa. O julgamento estava previsto para ocorrer no dia 17 de novembro e foi cancelado sem justificativa pelo ministro relator da ação. Entretanto, o sindeletro divulgará quando a nova data de julgamento for pautada.

 

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