Quinta, 06 Agosto 2015 10:59

Reunião do NÃO para PR, Periculosidade e ACT

A direção do Sindeletro tinha expectativas de elaborar, nesta semana, uma agenda construtiva para os trabalhadores da Coelce. Nesse intuito, foram realizadas duas reuniões com a empresa nos últimos dois dias (27 e 28 de julho) para tratar de assuntos como o adicional de periculosidade, o adicional de 20% de Participação nos Resultados (PR) e até mesmo o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2014/2016. Apesar do esforço e das expectativas, não há boas notícias para a categoria.

A motivação da reunião, na segunda-feira (27/7), foi o adicional de periculosidade, conforme ofício enviado pelo Sindeletro. Em mesa, o Sindicato propôs a incorporação de adicional de 30% no salário dos trabalhadores de quem a Coelce que retirar a rubrica da periculosidade. A empresa, entretanto, não aceitou a proposta. A diretoria do Sindeletro também aproveitou a ocasião para cobrar da empresa o pagamento do adicional da PR, referente à conquista do Prêmio Abradee. A resposta da Coelce é que, seguindo orientação do advogado que acompanha o dissídio coletivo, o pagamento não será realizado. Pelo visto, não interessa para a direção da empresa o esforço dos trabalhadores durante todo o ano com o objetivo de alcançar bons resultados e prêmios.  

Ainda na segunda-feira (27/7), a própria Coelce questionou o Sindeletro sobre a possibilidade de solução pacífica para o dissídio coletivo por meio de um acordo. Como o Sindeletro sempre esteve disposto a negociar, uma nova reunião foi agendada na terça-feira (28/7) para o sindicato apresentar “os pontos cruciais do acordo” solicitados pela Coelce. Tais pontos convergiram na seguinte proposta apresentada ontem (28/8): ganho real de 1,2%, abono salarial de 60% do salário base com mínimo de R$ 2.500,00 para cada ano do acordo e ticket alimentação de R$ 27,00 no primeiro ano e R$ 27,00 com INPC no segundo ano. Além disso, o Sindeletro sinalizou que também deveria ser construída uma proposta alternativa para as diárias.

Nada do que foi proposto é sonho idealista do sindicato. É uma proposta firme e baseada na realidade da empresa, que apesar de ter um discurso focado na crise econômica, foi destaque nos jornais desta semana por seu lucro de R$ 220,9 milhões no primeiro semestre de 2015, 141,42% maior do que os R$ 91,5 milhões do ano passado no mesmo período. Apesar desse bom resultado, a empresa insiste em dizer que não há caixa e que qualquer oferta acima do que já foi apresentado “seria se aventurar”.

Mesmo com as discordâncias e com o NÃO da Coelce para a nova proposta, o Sindeletro deixou a sala de reunião acenando abertura para o diálogo caso a empresa queira de fato construir um acordo. A Coelce, ao menos no discurso, também disse estar aberta para conversar.  No entanto, para isso, é necessário mais do que "se aventurar". É necessário que a empresa reconheça e valorize seus trabalhadores, que merecem, sim, mais do que já foi oferecido.

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