Quarta, 17 Junho 2015 14:20

Trabalhadores da Chesf retomam atividades e aguardam nova proposta de PLR da Eletrobras

Os trabalhadores da Chesf no Ceará suspenderam greve, iniciada no dia 1º de junho, e retomaram as atividades na tarde da última terça-feira (16.06). Apesar da suspensão, a categoria não aceitou a proposta da Eletrobras para pagamento da PLR 2014 a 2018e pediu a reabertura do diálogo para buscar o fechamento de um acordo que finalmente atenda às demandas da categoria.

O principal motivo da rejeição é o “pacote fechado” apresentando pela Eletrobras para efetuar o pagamento da PLR de 2014 até 2018.  Pela proposta da Holding, o pagamento da PLR teria como base a folha salarial de junho do ano passado, correspondendo à soma dos salários de seus empregados, os adicionais e as vantagens de caráter permanentes, com exceção das horas extras, do 13º salário e da gratificação de férias.

Essa folha magra proposta pela Eletrobras gerou um decréscimo no montante destinado ao pagamento da PLR, correspondendo a R$ 295,9 milhões para serem distribuídos entre todos os 24 mil trabalhadores das empresas do grupo Eletrobras.  A mesma folha magra, bem diferente do que os trabalhadores costumavam receber, está sendo ofertada para os demais anos. Essa imposição de pagamento não é aceita pela categoria, pois, nos moldes como vem sendo apresentado, representa perda de conquistas.

Eletrobras prepara nova proposta

Após a rejeição da proposta pela maioria dos trabalhadores das empresas da Eletrobras, em assembleias realizadas na segunda-feira (15.06), a direção da Holding já tem se reunido para revisar e reescrever os pontos polêmicos da proposta. O novo documento deve ser apresentado ainda ao Coletivo Nacional dos Eletricitários (CNE), que está reunido em Curitiba, no Paraná. Após análise do novo texto, novas assembleias deverão ser convocadas para deliberação da base.

Interdito Proibitório

Na tarde de ontem (16.06), o Sindeletro recebeu notificação de liminar expedida pela Justiça do Trabalho, a pedido da Chesf, proibindo o Sindeletro de promover as reuniões de greve nas dependências dos prédios de sua propriedade. Vale lembrar que o documento chegou após a categoria decidir pelo fim da greve e que isso não seria necessário se a empresa se mostrasse aberta para dialogar e buscar acordos com o Sindeletro.
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