Segunda, 22 Junho 2015 13:50

Trabalhadores da Chesf no Ceará aprovam indignados pagamento de PLR

Na manhã de hoje (22.06), os trabalhadores da Chesf no Ceará aprovaram, em assembleias, a proposta de PLR apresentada pela Eletrobras na última quinta-feira (18.06). Foram 20 votos a favor, 12 contra e 61 abstenções. O número expressivo de abstenções foi a forma encontrada pela categoria para mostrar sua insatisfação com a Chesf e a Eletrobras, que apostaram na divisão dos trabalhadores, inclusive com ameaças de punição aos operadores de subestação e sistema.
 
De acordo com a proposta aprovada, serão R$ 295,9 milhões para serem distribuídos entre todos os 24 mil trabalhadores das empresas do grupo Eletrobras. Do montante, metade será paga em parcela linear e outra metade será paga em parcela proporcional à remuneração. O pagamento da PLR terá como base a folha salarial de dezembro, correspondendo à soma dos salários de seus empregados, os adicionais e as vantagens de caráter permanentes, com exceção das horas extras, do 13º salário e da gratificação de férias.

O pagamento da PLR de 2015 e 2016 será feito diretamente pelas empresas do grupo, em até duas parcelas, no mesmo exercício, levando-se em conta a capacidade econômico-financeira e o fluxo de caixa. O conceito da folha salarial será o mesmo de 2014. Para os anos de 2017 e 2018, será formada uma comissão para discutir as regras do pagamento. Essa comissão foi o diferencial da última proposta da empresa, que inicialmente tentou empurrar um “pacote fechado” de pagamento da PLR de 2014 a 2018.

Insatisfação

A categoria repudia as posições intransigentes e autoritárias da Chesf e da Eletrobras durante todo o processo de negociação, que culminou em e-mail com clara intenção de intimidar os trabalhadores e com imposição do pagamento da PLR às bases do Ceará, Piauí, Paraíba e Rio Grande do Norte desde que aceitassem a proposta. Os trabalhadores repudiam ainda a atitude dos companheiros da Bahia, que aprovaram a penúltima proposta da Eletrobras no dia 12 de junho, antes mesmo de qualquer orientação do CNE, que só se posicionou no dia 14 de junho.  

Temos como categoria de estar atentos aos vários movimentos, oriundos ou não das empresas, que possam nos enfraquecer e enfrentá-los de forma contundente. Toda ação tem de vir para nos fortalecer. O processo da PLR foi um grande ensaio para um movimento maior: o Acordo Coletivo de Trabalho 2015/2016. Vamos à luta!

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